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Distrito tem mais bebés mas nasceram menos crianças na única maternidade de Bragança

António G. Rodrigues em Sex, 19/01/2018 - 11:33

A única maternidade em funcionamento no distrito de Bragança registou em 2017 menos 18 nascimentos do que no ano anterior. Uma descida de três por cento e que vem em linha com o cenário que se verifica nos últimos sete anos.

De acordo com os dados fornecidos ao Mensageiro pela Unidade Local de Saúde do Nordeste, que congrega 14 centros de saúde e três hospitais, incluindo a única maternidade, localizada em Bragança, tem-se assistido a uma descida do número de crianças nascidas no distrito.
Ao todo, registaram-se em 2017 474 partos, referentes a 485 crianças nascidas.

No entanto, de acordo com os números divulgados na semana passada pelo Ministério da Saúde referentes aos testes do pezinho efetuados, o distrito de Bragança conheceu um ligeiro aumento de crianças. Foram realizados 655 testes no distrito contra os 628 registados no ano anterior.

Discrepância de números

Como se explica esta diferença? Vários profissionais de saúde ouvidos pelo Mensageiro são unânimes: “esta diferença diz respeito ao número de crianças que vão nascer em Vila Real ou em maternidades no litoral, sobretudo no Porto”. Muitos desses casos dizem respeito a residentes na Terra Quente, em virtude do encerramento da maternidade de Mirandela, há cerca de dez anos.

Depois do parto, os pais regressam a casa com os filhos, efetuando no Nordeste Transmontano o teste do pezinho, pois existe um prazo de cinco dias para ser feito.

Impactos na educação

O sociólogo Henrique Ferreira concorda. “A diferença entre os números pode resultar do facto de parte das mães não darem à luz na ULS Nordeste mas em outras maternidades mas, depois, recorrerem aos centros de saúde para fazerem o teste do pezinho”, explica.
Estes dados vão ter impacto sobretudo ao nível da educação nos anos mais próximos.
 
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