Atual // Entrevista a Hernâni Dias - Presidente da Câmara de Bragança

“Eleições para a Distrital? Posso contribuir para a união do partido”

AGR em Sex, 19/02/2016 - 10:31

No campo político, o presidente da Câmara de Bragança não se escondeu de nenhuma questão do Mensageiro de Bragança, nem das mais incómodas. Neste ponto, fala-se de candidaturas futuras, traições e do papel de Jorge Nunes na decisão de concorrer à autarquia brigantina.
 
MB.: Há pouco falava da articulação com outros municípios. A nível político, isso pode passar, também, por uma candidatura à Distrital do PSD?
HD.:
(Risos). A nível político, a verdade é que após este resultado que foi conseguido ao nível da concelhia, não tenho dúvida nenhuma que a aposta numa candidatura à Comissão Política Distrital poderia ser bem-sucedida. Mas acho que é necessário refletir um pouco. Assumi com os cidadãos do meu concelho, no dia das eleições autárquicas, quando me confiaram os destinos do concelho, o compromisso de dedicação à defesa dos seus interesses e à resposta às suas preocupações, pelo que assim farei, não me dispersando em questões puramente partidárias.
Por outro lado, tenho, também, a noção de que o PSD precisa de estabilidade e a capacidade de unir estruturas do partido depende das pessoas. E acho que nessa área eu próprio posso ser um exemplo nisso, fazendo com que a perspetiva de união a nível distrital possa ser uma realidade. Há momentos em que o importante é o conjunto e não o individualismo. Pode vir a acontecer que se consiga uma lista de consenso, por forma a que o próprio partido se sinta mais confortável para trabalhar no processo autárquico de 2017 e que é necessário começar a preparar já. Se houver uma união dos vários intervenientes – e acho que tenho um papel importante a desempenhar nesse aspeto – posso estar a dar um sinal de que todos poderemos dar o nosso contributo para que esse desígnio seja alcançado e para que o partido não esteja sistematicamente a ser “partido” por pessoas que só querem dividir para reinar.

MB.: Tendo em conta que já houve a intenção pública de uma candidatura, acredita que isso ainda será possível?
HD.:
Sim, acho que tudo é possível e o entendimento só depende das pessoas. Quando estão dispostas a dialogar, tudo é possível. Acho que há uma possibilidade enorme e o partido merece que haja esse entendimento para que não se criem as divisões que, por vezes, se acentuam nestas situações, e que depois isso redunde em resultados menos positivos para o partido.

MB.: Ficou surpreendido com o resultado da eleições da concelhia e a diferença que houve?
HD.:
Não. E por uma razão simples. Já estava há seis anos à frente da concelhia e sabia perfeitamente como estava o Partido. Tinha a noção claríssima de como as coisas iam decorrer neste processo eleitoral.

MB.: E ficou surpreendido com o facto de a lista adversária, que perdeu, englobar grande parte dos elementos que estavam consigo na concelhia?
HD.:
Não é uma questão de surpresa…

MB.: Sentiu-se atraiçoado?
 
(Entrevista completa disponível para assinantes ou na edição impressa)