Olhar // Nordeste Transmontano

Exposição sobre os 75 anos do Mensageiro de Bragança patente nos 12 concelhos do distrito

AGR em Qui, 24/12/2015 - 14:55

Lembra-se dos festejos do centenário da vila de Macedo de Cavaleiros? E da passagem, pela primeira vez, da imagem peregrina de N. Sra. de Fátima, em 1965? Ou do desmantelamento do caminho de ferro no Nordeste Transmontano, do falecimento do Abade de Baçal? Da construção das barragens de Picote e Bemposta? Acontecimentos que ficaram na história de uma região e que o Mensageiro de Bragança pretende recordar com uma exposição que, desde o dia 21, está patente em cada um dos 12 concelhos do distrito de Bragança. A abertura formal aconteceu em Macedo de Cavaleiros, por proposta da CIM Terras de Trás-os-Montes, patrocinador da mostra, até por se tratar um concelho que funciona, em termos geográficos, como “o coração do distrito”.
“É bastante importante porque estamos a falar do Mensageiro de Bragança, que nos conta as histórias já há 75 anos, a boa e a má história e chega a todo o mundo. Já tive oportunidade de estar com muita gente que conhece a nossa realidade e aqueles que são da diáspora que nos acompanham através do Mensageiro de Bragança”, frisou Duarte Moreno, presidente da Câmara macedense e vice-presidente da CIM.
Para D. José Cordeiro, bispo diocesano, esta exposição, que toraliza 200 painéis, divididos pelos 12 concelhos “a história desta diocese e a história do distrito de Bragança nestes últimos 75 anos não se pode escrever sem o Mensageiro de Bragança”. “É este sinal ininterrupto do desenvolvimento integral e global da diocese”, acrescentou, garantindo, “sem dúvida, que é um marco para a diocese e é também significativo que esta exposição aconteça no âmbito das autarquias e com o apoio da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes. É revelador desta colaboração recíproca entre o Mensageiro e as várias instituições e os vários lugares deste distrito e diocese, que se correspondem no território”.
O Pe. José Carlos Martins, diretor do jornal diocesano, explicou que “este é o último ato de um conjunto vastíssimo de eventos com os quais ao longo do ano quisemos marcar e assinalar os 75 anos desta publicação” e que é complementado com um livro, já editado.