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Impasse na CIM atrasa nomeação da administração da ULS Nordeste

António G. Rodrigues em Sex, 24/03/2017 - 10:06

Sem consenso. A escolha de um elemento a indicar pela Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes para um lugar de vogal executivo (remunerado, a tempo inteiro e em regime de exclusividade) no Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste redundou num impasse e agora terá de ser resolvido pelo próprio Ministro da Saúde.
Tudo porque tanto os autarcas eleitos pelo PS como os eleitos pelo PSD apresentaram, cada um, o seu candidato. Mas, de acordo com a lei, têm de ser respeitadas simultaneamente duas maiorias. Por um lado, a maioria dos autarcas (o PS tem cinco e o PSD quatro entre os nove concelhos que integram este órgão supra-municipal) e, ao mesmo tempo, a maioria dos votos de eleitores. Ou seja, os autarcas do PS, juntos, não representam a maioria do total de eleitores dos nove concelhos.
Esta situação redundou num impasse que foi já comunicado numa missiva enviada ao Ministro da Saúde.
Américo Pereira, presidente da CIM, escusou-se a comentar esta situação.
Contudo, o Mensageiro sabe, junto de fontes próximas do processo, que a situação está a causar incómodo entre os presidentes de Câmara.
Os autarcas socialistas indicaram Norberto Silva, enfermeiro do Hospital de Bragança, para o processo de seleção, que incluiu uma breve apresentação curricular e uma entrevista presencial. Mas os sociais-democratas indicaram Lino Olmo, economista, diretor do departamento de aprovisionamento da ULS e auditor da mesma instituição.
Uma indicação com a qual os socialistas não contavam, até por entenderem que se trata de um processo conduzido pelo Governo do PS (a quem cabe nomear o novo Conselho de Administração, depois de no final de fevereiro ter sido publicada uma nova lei orgânica para as ULS, que fez cair as cinco administrações do país).

Berta Nunes fala em necessidade de “consenso”, Hernâni Dias invoca “representatividade” dos eleitores

Quem se pronunciou sobe este assunto foi Berta Nunes. A presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé e porta-voz da CIM para os assuntos da Saúde entende que deveria ter sido seguida uma proposta apresentada por Américo Pereira, de “chegar a um consenso antes de apresentar qualquer nome a votação”.
 
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