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Mais meios de segurança pedidos para o Túnel do Marão após incêndio

AGR em Qui, 25/01/2018 - 10:10

O túnel do Marão deverá receber mais meios e algumas alterações ao plano de emergência atualmente montado e que registou algumas falhas no incêndio de um autocarro no dia 11 de junho. As falhas foram apontadas no relatório pedido pelo Governo e já entregue ao Secretário de Estado a Proteção Civil, Artur Tavares Neves, em dezembro.

Para já, as conclusões do relatório ao sinistro ainda não foram tornadas públicas mas o Mensageiro está em condições de avançar, em primeira mão,  que aponta algumas falhas que poderiam ter conduzido a um cenário de catástrofe.

Segundo foi possível apurar, houve procedimentos descritos no Plano de Emergência Interno do Túnel que não foram executados ou acionados. Também se apuraram deficiências de coordenação das respostas ao sinistro, reportado às 20h35, uma vez que toda a monitorização do espaço é feita por video-vigilância mas a partir do Centro de Controlo no Pragal, em Almada, e que impediu, por exemplo, que os bombeiros pudessem aceder mais depressa ao autocarro devido à deficiente extração de fumo.

A reação do operador que atendeu o contacto de outros condutores foi outro dos pontos em que haverá uma chamada de atenção ao nível de procedimentos, pela descoordenação detetada.

A forma desordenada como se permitiu a evacuação dos 20 passageiros do autocarro e de alguns condutores de outros veículos que circulavam no interior do túnel naquele momento foi outro dos pontos negativos identificados.
Para já, a Infraestruturas de Portugal, contactada pelo Mensageiro, não se pronuncia enquanto as conclusões não forem tornadas públicas.

Artur Tavares Neves confirmou, no início do mês, em Vila Real, que já tinha recebido o resultado do inquérito e que o iria “estudar atentamente”.

 

Luís Ramos foi um dos deputados do PSD por Vila Real que já pediu ao Governo a divulgação das conclusões. “Ainda não obtivemos resposta. Só vamos esperar mais uma semana e, depois, voltamos à carga”, disse ao Mensageiro.
À autarquia também ainda não foi dado conhecimento das conclusões do inquérito.

 Há muito que a autarquia vem reclamando junto da IP que a monitorização do Túnel seja feita a partir do local e não à distância, de Almada. O facto de ter havido um hiato de quase 40 minutos entre as primeiras imagens das câmaras de utentes junto da galeria de emergência e a sua evacuação para o exterior é um dos factos que realça esta argumentação.

Aquando da visita a Vila Real, o Secretário de Estado da Proteção Civil admitiu alterações. Artur Tavares Neves referiu que está a ser delineado um plano de atuação dentro da infraestrutura, cujos pormenores disse ainda ser cedo para especificar, mas que incidirá sobre a intervenção inicial e de emergência e incluirá ainda um simulacro.
 

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