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Ministros Extraordinários da Comunhão

D. José Cordeiro em Qui, 30/01/2014 - 10:24

A designação dos ministros extraordinários da comunhão foi disposta em 1973 pela Instrução Immensae caritatis, para tornar mais fácil a comunhão sacramental em algumas circunstâncias. A Conferência Episcopal Portuguesa publicou um Ritual do ministro extraordinário da Comunhão.
Desde os primeiros séculos se levou a comunhão aos ausentes da assembleia litúrgica (prisioneiros, doentes...), se guardou a Eucaristia em casa, como provisão para os dias em que ela não era celebrada, se fazia transportar a Eucaristia por cristãos leigos e se recebia a Eucaristia nas mãos.
Ao longo das épocas culturais, entre as várias e profundas mudanças que a liturgia sofreu, verificou-se o afastamento progressivo dos leigos das funções litúrgicas.
Hoje, o ministério extraordinário da Comunhão é um sinal da nova sensibilidade eclesial, da fraterna colaboração, do sentido verdadeiro do serviço e da ministerialidade da Igreja.
O ministro extraordinário da comunhão é voz e presença da comunidade cristã junto de quem sofre. Não é um encarregado de entregar a um anónimo destinatário um bem precioso ou um remédio miraculoso. A finalidade deste serviço é ver Cristo no doente como o Bom Samaritano e ajudá-lo espiritualmente e, se possível e necessário, materialmente.
Na nossa amada Diocese de Bragança-Miranda nunca falte a tão necessária como complexa formação para a escuta amadurecida do sofrimento, do acolhimento e respeito recíproco, para que a fé da Igreja seja sempre presença fraterna que nasce da Eucaristia e do mandato de Jesus Cristo: «Fazei isto em memória de Mim» (Lc 22,19; 1Cor 11,25b-26).
 
            Bragança, 17 de Janeiro de 2014, Memória de Santo Antão.
 
 
                                                                                    + José Manuel Garcia Cordeiro
                                                                                    Bispo de Bragança-Miranda
 
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