Olhar // Planalto Mirandês

Povoados da Idade do Ferro e do período romano descobertos em Picote

Fracisco Pinto em Sex, 05/07/2013 - 14:51

Investigadores da Universidade do Porto (UP) estão a colocar a descoberto dois povoados na aldeia de Picote, no concelho de Miranda do Douro. Um que se pensa ser do início da Idade do Ferro, o outro da época da ocupação romana, na região peninsular. Achados que permitem compreender melhor a história da região, que pode ter, neste tipo de achados, mais pólos de atração de turistas e um nicho de mercado para a economia.
O Nordeste Transmontano tem estado transformado num autêntico estaleiro de obras mas, agora, já não por causa de construções, mas pelo estudo da história. São várias as escavações arqueológicas em curso na região que, para além do contributo para a economia local, servem de atração para os turistas.
A escavação em Picote, no concelho de Miranda do Douro, é uma das mais importantes em curso atualmente.
“As escavações estão a pôr a descoberto uma estrutura da Idade do Ferro, situada num dos locais onde decorrem as prospeções arqueológicas, enquanto noutro ponto se põem à vista construções que se pensa pertencerem ao período da ocupação romana”, avançou Rui Centeno, investigador da Universidade do Porto.
Os trabalhos de prospeção pretendem dar continuidade a escavações que foram efetuadas na década de 50 do século passado, em Picote e que deixaram vestígios de que o local remonta à proto-história (é o período da Pré-História anterior à escrita), prolongando-se a sua ocupação pelo período de influência romana, até à Idade Média.
“Nesta campanha há também a intenção de fazer a localização das escavações feitas em 1952 por Santos Júnior, que foi igualmente investigador da UP, mas as indicações disponíveis e deixadas por algumas pessoas que participaram nessas escavações, ainda não permitem este ano localizar com rigor o sítio exato”, frisou o investigador.
“Apenas temos algumas fotos de fraca qualidade e a planta do local onde foram efetuadas as primeiras escavações também não permite detetar o sítio arqueológico inicial”, acrescentou Rui Centeno.

(Artigo completo disponível para utilizadores registados)