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Ritual da Queima do Gato em Mourão chegou à barra do tribunal

Glória Lopes em Qui, 13/10/2016 - 09:29

A maioria das testemunhas já inquiridas no julgamento do caso da Queima do Gato, que terá ocorrido na aldeia de Mourão, concelho de Vila Flor, a 24 de junho de 2015, noite de S. João, negou em Tribunal que nas festividades fosse tradição queimar um animal, porque na realidade, garantem, queima-se o vareiro isto é um pau alto de pinheiro.
A primeira sessão do julgamento, que teve lugar na passada terça-feira no Tribunal de Vila Flor, acabou por ser interrompida ao final da manhã porque a única arguida no processo, Rosa Santos, proprietária do gato que terá sido usado no ano passado, se sentiu mal, acabando por ser transportada para o hospital, onde ficou internada. Esta mulher, com 64 anos, a única pessoa que a GNR conseguiu identificar, pois ela mesma se apresentou a vários jornalistas que se deslocaram a Mourão para fazer a reportagem, como sendo "a dona do gato farrusco", usado nas festividades.
Tudo indica que estavam algumas dezenas de pessoas na Festa de S. João, organizadas pela população, todavia apenas Rosa acabou por ser constituída arguida. Senta-se no banco dos réus acusada em co-autoria material, na forma consumada, de um crime de maus tratos a animais de companhia, punível com pena de prisão até um ano ou pena de multa até 120 dias, e em caso da morte do animal ou privação de importante órgão ou membro ou a afetação grave e permanente da sua capacidade de locomoção, com pena até dois anos ou multa até 240 dias