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“Saúde na região está melhor mas ainda há muitos transportes entre hospitais”

António G. Rodrigues em Sex, 14/07/2017 - 12:25

Artur Osório de Araújo foi um dos percussores das Unidades Locais de Saúde. Natural de Macedo de Cavaleiros, defende a existência de um hospital central no distrito de Bragança para evitar a necessidade constante de transporte entre unidades hospitalares
Nascido em Macedo de Cavaleiros, casado e pai de dois filhos, Artur Osório de Araújo é uma das figuras mais importantes da saúde a norte do rio Tejo, dendo mesmo desempenhado funções como assessor do Ministério da Saúde. Há duas semanas recebeu uma distimção honorífica do concelho de Macedo de Cavaleiros. Uma pessoa mais do que habilitada para traçar um diagnóstico do Nordeste Transmontano.

Mensageiro de Bragança: Como é que vê o estado da saúde aqui na região?
Artur Osório de Araújo:
O Nordeste Transmontano está precisamente com uma organização da qualfui o iniciador em Portugal, a Unidade Local de Saúde.
Acho que está melhor, os cuidados estão a centralizar-se no doente mas tem um problema, há muito transporte entre hospitais e era bom ter um hospital mais centralizado do que ter três, cada um polifacetado, e os doentes é que têm que se deslocar. A saúde é que se deve aproximar dos doentes, não são os doentes que são obrigados a deslocarem-se e procurar a saúde e aqui ainda não acontece isso. Haver três hospitais dispersos não é o melhor. Era melhor haver um bom, mais centralizado, com capacidade para as pessoas terem um acesso facilitado. E com mais meios, mais valências, mais diferenciação que é fundamental para as pessoas não terem que ser transferidas, o que acontece frequentemente. Aqui há demasiado transporte de doentes entre hospitais e isso devia acabar.

(Entrevista completa disponível para assinantes ou na edição impressa)
 

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