De Quando em Vez…….A obrigatoriedade de reativação das linhas férreas do Tâmega, Corgo, Tua e Sabor

O turismo e, a informação de tudo o que diz respeito a Região Transmontana, este Verão, tiveram os melhores resultados. Basta estar atento à televisão e aos jornais para se verificarem os melhores visitantes que não só sobem o Douro, como também percorrem toda a província numa ansia de conhecimento.
Ora portanto, as acessibilidades à Região fazem-se quase exclusivamente por via automóvel, notando-se que a norte do Douro, com o fecho das linhas férreas acima referidas veio aumentar o tráfego de viaturas pesadas e ligeiras.
Urge voltar-se à utilização em pleno dos caminhos-de-ferro, para as grandes cargas e não só. Deste modo evitavam-se os grandes afluxos de viaturas pesadas não só nas autoestradas como também nas estradas nacionais, municipais e consequentemente a diminuição de acidentes.
Desde 2010 que foram desativadas as vias estreitas já referidas, criando e aumentando cada vez mais a desertificação a que se assiste sem que se vejam medidas capazes de porem cobro a esta calamitosa situação.
Mais: com o fecho das linhas de via estreita que serviam às populações, foram obrigadas a utilizar as estradas municipais longe dos locais onde vivem a fim de se deslocarem, às vezes com dificuldades e que por não haver hipótese das viaturas ligeiras poderem em termos de largura e outras.
Ainda e dentro deste contexto durante as eleições autárquicas muitos candidatos usaram como argumento a reabertura das linhas de via estreita como mais um atrativo de desenvolvimento da região.
Dentro deste contexto não se percebe porque motivo a linha do Sabor até Barca de Alva continua fechada. As Minas de Moncorvo e todo o “Boom turístico” já não está só no Rio Douro. Também a amputada linha do Tuas que o autarca de Bragança tanto defende que deveria continuar até a esta cidade com ligação a Puebla de Sanabria, pois a rede ferroviária do TGV espanhol passa a cerca de 14km de Rio de Onor na fronteira, com ligação para Zamora, Vigo e Madrid.
Finalmente espera-se que as melhorias no Aeródromo de Bragança e Vila Real, venham a acontecer podendo assim receberem aeronaves de médio porte.
No caso de Vila Real o Plano Diretor executado em 2008 ainda está atualizado, com duas hipóteses de aumento da pista, em curso bem como tudo o que seria necessário transformar o terminal aéreo da Bila em Aeroporto Secundário.
Que tudo isto aconteça, para bem de Trás-os-Montes.