Dia Mundial da Alimentação!...

Comemorou-se, na passada segunda feira, 16 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação. Embora não concorde com algumas comemorações do dia "disto ou daquilo", entendo que, no que toca à alimentação, nomeadamente nos tempos que correm, pela sua importância na vida humana e não só, este assunto merece ter um dia no ano em que as questões inerentes ao mesmo, sejam discutidas e explorados novos estudados científicos, por forma à sua reflexão e divulgação. Evidentemente que o objeto desta comemoração reforça e constitui um alerta para os efeitos da "má" alimentação e concomitantemente promove e sensibiliza para a qualidade e variação alimentar, ou seja, para a importância da nutrição adequada o chamado "comer bem".
Ou seja, tendo em conta a elevada importância, o tema da alimentação nunca deve ser esquecido, ou omitido, mas, isso sim, debatido, o máximo de vezes possível, seja onde for, sobretudo se acontecer arejadamente de forma educativamente sustentada.
Na verdade, isto da alimentação, de saber comer e saber o que comer, tem muito, mesmo muito, que se lhe diga, a vários níveis. São inúmeras a formas de abordar o assunto, bem como a toda a envolvência e procedimentos educativos e pedagógicos que promovam a adoção de atitude saudável, perante aquilo que gostamos, consumimos, desperdiçamos, não aproveitamos e destruímos, sem nos apercebermos, tendo sempre em conta a sustentabilidade do planeta e implementação de procedimentos ecológicos devidamente enquadrados.
Sou de opinião que o assunto da alimentação e de todas as questões que surgem em seu redor, efeitos e defeitos, deveria sustentar motivação suficiente para despertar nos responsáveis governamentais a implementação, nas nossas escolas, principalmente no âmbito do ensino básico, de uma disciplina neste contexto. É que, para além de valores educativos, num universo multifacetado, que deveriam ser ponteciados, apreendidos e divulgados, interessa salientar que é a partir da alimentação que “gira” toda a nossa vida, começando pelo nosso bem estar, pela nossa saúde, pela nossa capacidade de pensar e agir e, também, pela nossa vontade de viver, com qualidade e longevidade, e sorrir com felicidade.
Ora, tudo isto, decorrente de aprendizagens corretas devidamente direcionadas, colocaria a “nu” a perigosidade de tantas publicidades enganosas que prejudicam a saúde, mas que o poder institucional permite, mesmo sabendo que vai, num futuro próximo, acarretar custos indiretos ao erário publico, o funcionamento disfuncional de cantinas, escolares e não só, de bares, restaurantes, super e hipermercados, de grandes empresas comerciais, etc.
Os valores que potenciarão uma alimentação correta e saudável devem, assim, abranger uma enorme transversalidade de atividades, culminando nos hábitos culinários, que devem ser tanto mais criativos, quanto promotores da alimentação correta, eliminando muitos produtos que não favorecem uma digestão confortável, muito menos a preservação da nossa saúde estável. Olhando o mundo, o nosso mundo, quando estamos à mesa devemos olhar primeiro para o que temos na frente e, depois, escolher e degustar a comida, alegre e saudavelmente.