DOIS ANOS DEPOIS, PORTUGAL MELHOR

Escrevo no dia em que o XXI governo faz dois anos. Foi no dia 26 de novembro de 2015 que o executivo liderado por António Costa tomou posse, depois de ter obtido o apoio da maioria parlamentar de esquerda saída das eleições de 4 de outubro. É inevitável, pois, que dedique o artigo de hoje a realçar os excelentes resultados destes dois anos de governação socialista: aumento do rendimento das famílias, com a reposição de salários e pensões; criação de emprego e consequente redução do desemprego; crescimento económico e redução do défice; aumento do investimento e das exportações; simplificação dos procedimentos na relação dos cidadãos e das empresas com o Estado; redução de impostos e aumento dos apoios sociais; manuais escolares gratuitos e descongelamento das carreiras… A lista poderia continuar, tantos são os ganhos nos diferentes sectores.
É, pois, natural e justo que sublinhe o muito que foi feito em apenas dois anos, de que resultou uma substancial melhoria da vida das portuguesas e dos portugueses e a valorização da imagem externa de Portugal. O crescimento sustentável da economia e a consolidação das contas públicas foram reconhecidos pelas instâncias europeias e internacionais. Portugal saiu do Procedimento por Défice Excessivo e as agências de notação retiraram a dívida soberana do nível de “lixo”. O que representa benefícios em fundos comunitários, facilidades no acesso ao crédito e redução das taxas de juro.
Em 2015, os portugueses estavam rodeados de austeridade por todos os lados, deprimidos e sem confiança no futuro. O risco de desemprego e de perder a casa de família eram então uma espécie de espada de Dâmocles sobre as cabeças de muitos. No tempo do governo PSD/CDS, a instabilidade não era apenas laboral. Havia imprevisibilidade fiscal – com aumentos brutais de impostos – o que afetava as famílias e assustava os empresários e os investidores. Por falta de emprego compatível, a geração de jovens mais qualificados de sempre era obrigada (e aconselhada pelo próprio governo) a deixar a terra natal, indo contribuir para o desenvolvimento de países estrangeiros. Por razões ideológicas, o governo de direita desviou para o setor privado o investimento que era necessário para garantir a qualidade dos serviços públicos de educação e saúde. Entre 2011 2 2015, as verbas para a defesa da floresta baixaram de 82 para 61 milhões de euros. Ou seja, foi o governo PSD/CDS quem mais desinvestiu na floresta e na prevenção de incêndios.    
         Pela primeira vez, neste século, a economia portuguesa converge com a média europeia e a taxa de desemprego situa-se abaixo da média da Zona Euro. E os indicadores de confiança revelam níveis jamais alcançados nas últimas décadas. Os êxitos do governo revertem em benefício do país: dignificação do trabalho, redução das desigualdades sociais, valorização dos territórios, modernização da administração pública, serviços públicos de qualidade.
Contra os vaticínios da direita, Portugal está melhor