Dos ovos à cruz: os caminhos tortuosos da contemporaneidade

Hoje, muitos dos nos nossos contemporâneos não sabem o porquê das festividades pascais. No entanto, muitos associação estas festividades aos “ovos e coelhos”. Parece que há uma força obscura que quer implementar, desde a infância à ancianidade, esta ideia pagã, consumista, economicista. E o mais preocupante é que muitas das IPSS’s católicas não só promovem esta ideologia, como também alimentam o imaginário comum de que a Páscoa é o coelho e os ovos! Estranho a indiferença de muitos em relação a este real problema. Será que as nossas crianças ainda saberão a história de amor que da Cruz redentora de Cristo brota? É curioso o que esta cultura dominante faz para apagar da memória colectiva o sentido e o significado primeiro e primordial da Páscoa. A Páscoa é, acima de tudo, a razão primeira da nossa fé: uma fé que brota da ressurreição de Jesus Cristo. Já não somos filhos do pecado e da morte, antes somos filhos da graça e vida. É esta a novidade cristã: a Cruz é sinal da ternura, da ternura e do indizível amor de Deus pelo homem. Somos amados, filhos muito amados! Como poderemos nós alienarmo-nos desta tão bela notícia? Acaso nos esquecemos do legado, da memória, do testemunho dos nossos antepassados, da matriz e da nossa identidade cristã-católica? Quando seremos capazes de dizer basta, de sermos sinais de transformação, de sermos sinal de contradição a esta cultura dominante, portadores do amor maior e inefável que da Cruz de Cristo Jesus brota e da qual recebemos e vivemos a vida, a fé?