Emoções ao rubro… Eleições a VOTO!.

As eleições autárquicas estão à porta. Um Outubro é o dia agendado para a sua realização. Embora sem o cunho formal, há muito que, na prática, começou a campanha eleitoral. Com efeito, até ao encerramento, serão muitas as arruadas, as concentrações, as refeições, as festas, as discussões, as entrevistas e outras reuniões, com generosa, mas nem sempre muito esclarecedora, cobertura da Comunicação Social. Boa ou má, propaganda não vai faltar por aí, certamente, mesmo que nem sempre se torne amiga do ambiente.
Assistiremos, assim, a espetáculos de singular criatividade, animada e até desajustada euforia, passando ao lado, muitas vezes, a apresentação de projectos credíveis e propostas sustentadamente coerentes.
Sendo certo que as autárquicas são, também, fruto da democracia, não será menos verdade, que deixam muito a desejar em relação à sua apregoada teoria.
Importa, pois, que a postura dos candidatos se sustente em valores e princípios coerentes, contextualizados em compromissos honestos, livres e verdadeiros, para eles próprios e para os outros parceiros. Torna-se cada vez mais importante para a sua credibilidade e para a harmonia em sociedade, que não sejam, repetida e objetivamente, protagonistas da desconsideração e da desconfiança, no exercício da função, nem pequem pela falta de frontalidade, ou omissão. É que, por vezes, decorrente de conveniências pontuais, ou por razões meramente políticas, ideológicas ou circunstanciais, omite-se a própria identidade/personalidade e não se evidencia a verdadeira vontade. Reprime-se, ou amputa-se, o pensamento, em qualquer momento, secundariza-se a genuína razão da vida e da interatividade humana em harmonia, potenciadora da confiança e da motivação positiva.
Interessa, pois, que, nestes ambientes, olhemos para os contextos sociopolíticos, construindo pensamentos e alicerçando projetos em realidades concretas, observando e interpretando a comunicação, mesmo para além das palavras.
Nas campanhas eleitorais, torna-se imperioso saber ouvir, saber estar, mas, sobretudo, ter a capacidade de lealmente informar e, de forma credível, esclarecedora e confiante, comunicar. Fazer da delicadeza e do respeito pelo “outro” e pelas ideias dos demais, algo que enriqueça e dê fortaleza, exercitando a moderação, a civilidade, a razão e a franqueza.
O querer, a ponderação e a experiência, ajudam a discernir a natureza e os limites da causa e do efeito. Posto isto, ponderemos, olhemos e analisemos tudo (e todos) para que se possa oferecer ao País e, neste caso, às regiões, o melhor, sem esquecer que o otimismo pode contribuir para a construção da confiança, em qualquer circunstância.
 É certo que estas eleições, além da componente partidária, assentam, substancialmente, nas pessoas que assumem as diversas candidaturas. Por isso, as escolhas devem resultar da franqueza natural do nosso entendimento, consubstanciado no nosso agir, devidamente ponderado e refletido. Neste período eleitoral, não sejamos amorfos. Eduquemos e exercitemos o nosso espírito crítico construtivo, com objetividade, apontando caminhos e estabelecendo positivos diálogos. Aprendamos a discernir entre o que nos parece um exercício de cidadania responsável e com a comunidade comprometido, a utopia do inviável e o interesse pessoal, tantas vezes, na omissão, praticável. Sendo certo que as eleições são um desafio de responsabilidade coletiva, respeitando a individualidade de cada cidadão, trabalhemos, com confiança, os ambientes em que nos movimentamos, tornando-nos promotores do dever cívico, tendo em vista o futuro com sustentabilidade, compromisso e alegria.