IMPOSTOS À PESCA DE TERRAS DE TORGA

“Arigato” com vénia e muita simpatia, foi o que, humanamente, mais me marcou no passeio de 20 sócios da ARCIB (Associação Recreativa Cultural dos Impostos de Bragança). Estou a exagerar, mas que no barco mini-cruzeiro iam muitas japonesas, isso é verdade. Excessivamente simpáticas e “ocidentalizadas”.
Saída de Bragança às 10 h rumo ao Peso da Régua, onde às 12,15 h entramos no “paquete” rumo ao Pinhão, a uma velocidade de 20 Km  hora, os mesmos 20 minutos que demorou a subida na Barragem, mediante comportas totalmente blindadas.
As vistas dos socalcos, alindados de várias tonalidades de cores, foram o melhor postal de visita jamais parecido em todo o mundo. E S. Martinho de Anta? E os terrenos onde Miguel Torga andava à caça com o P.e Avelino? E S. Leonardo de Galafura?
O almoço no barco sereno (nem um copo abanou) foi suculento, com manjares da terra e vinho da última colheita, mas estava no ponto.
O autocarro já nos esperava no Pinhão para uma visita guiada à Quinta da Avessada (favaios – Douro). Podia ter sido outra de muitas, mas optou-se por esta. Esperava-nos o proprietário, dois músicos e um lanche suculento, além de três negros cães lavradores. Depois foi a excelente visita cultural, com a vista de um curto vídeo e a explicação detalhadíssima da história do vinho naquela quinta e a prova do que de melhor néctar de Baco se pode saborear. Despedidas com alguns “souvenirs” e retorno a Bragança, depois de um dia cheio de ar puro, vistas deslumbrantes, Sol no cimo do cruzeiro e, para terminar, muitas fotos com “japonezinhas” para mais tarde recordar!...
Foi um dia magnífico de regalar a vista e os outros quatro sentidos.