A opinião de ...

Ainda as acessibilidades a Trás-os-Montes

 
Nesta época de Natal em que escrevermos, aparece com grande impacto a apetência das gentes do Sul deste País em visitarem a “Nossa Região”, cada vez, mais preparada para a arte “que é nossa e só nossa de bem receber”.
O Verão em Trás-os-Montes foi um espetáculo de festas, encontros, reuniões culturais e um número de eventos que vêm dizer que “para cá do Marão as nossas gentes, muitos esquecidos, dizem sempre presente.
Tudo isto vem a propósito da urgência de se transformar o Aeródromo de Bragança, num Aeroporto Regional, por já possuir as condições para o “voo diurno”.
A vontade da autarquia de Bragança e não só, é a prova provada que só o meio rodoviário não chega para o desenvolvimento da região.
Reportando-nos ainda ao Verão de 2016 verificou-se que o “Nordeste Transmontano” ultrapassou todas as previsões relativamente ao turismo e às visitas dos naturais não residentes, sempre ávidos de recordarem as suas origens.
De facto, pese embora as carreiras aéreas Tires (Cascais) Viseu, Vila Real e Braqgança já estarem a funcionar sem problemas, poderiam ter mais utilizadores. Em vez de irem para Cascais parassem em Lisboa, apanhando assim os passageiros que chegam, e os que partem para outros destinos, provenientes de Viseu, Vila Real e Bragança e não só.
Neste contexto, como acima referimos a TAP, poderia, com as aeronaves da Portugália transportar diretamente para Bragança, e porque não Vila Real, todos os passageiros destinados a Trás-os-Montes e que vêm normalmente para o Porto, sempre via Lisboa.
Sabe-se que os Aeródromos de vila Real e Bragança têm alguns condicionalismos especialmente no que respeita a visibilidade. Mas durante o dia das 8.00 às 18.00 os dois aeródromos funcionam sem problemas.
Por outro lado não se percebe que a Linha do Douro, termine no Pocinho e não chega a Barca de Alva.
Como, vem sendo noticiado a eletrificação da Linha do Douro até à Régua parece, que não é só uma promessa, mas precisa de um melhor serviço que não tem.
Seria muito útil a reativação da Linha do Tua e a do Corgo conseguindo-se assim mais um vetor de mobilidade da “Nossa Região” e, que iria beneficiar não só as populações existentes, mas tornando-se mais um motivo da sua fixação contrariando a desertificação que está a aumentar assustadoramente em Trás-Os-Montes.
Que este ano de 2017, venha ao encontro das nossas necessidades mais precisas não só em facilidade de mobilidade, mas também, noutras que são fundamentais para o “modus vivendi” das nossas gentes.
Oxalá que 2017 resolva estes e outros problemas da nossa região. 

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