Parem com isso!...

Com o decurso dos últimos tempos, vimos assistindo a múltiplos actos de infanticídio que mães praticam e que nenhuma razão poderá explicar. Ao menos, no campo do entendível. A sociedade foi-lhes colocando nas mãos, mais por sinais dos tempos do que irreflectidamente, a vida de seres inocentes e indefesos. De forma ampla, enquanto transportados nos ventres; de sorte menos livre (e mais libertina) após à luz dados. Injusta e imoralmente senhora da vida que carrega no ventre, é concedido à mulher o livre arbítrio de livre e inteira disposição da mesma, como se tal vida não fosse exclusivamente pertença do próprio ser, jamais de terceiros. A quem a concebeu não deveria, em quaisquer circunstâncias, ser ofertado o direito da sua disposição, antes obrigatória a respectiva preservação, que não o seu contrário destrutivo. Porque, em boa verdade, é de um direito abjecto que se trata. Quando em sede de divórcio parental, à mulher vem sendo, mais ou menos sistematicamente, oferecida de mão beijada a custódia dos filhos, se e quando os há. Ou porque tem sido prática corrente derivada de hábito social enraizado em argumentários bem escassados de exactidão científica, ou porque os próprios pais homens têm prescindido (bem menos actualmente) dos cuidados aos filhos, assim e naturalmente caindo nos regaços das mães. Porque assim tem sido, sempre que a regra instituída se altera, encontramos mães que reagem irracionalmente, vingando nas vidas dos filhos aquilo que poderão entender como desprezo pelas suas capacidades endeusadas de únicas e exclusivas cuidadoras e proprietárias dos filhos. E as tragédias acontecem então, repetidas e embrulhadas em mantos de inconformismo e egoísmo sem medida. Alegam, para a materialização de actos tão puramente selváticos, a pretensão de subtrair as crianças a presentes e futuros infelizes, como se imaculadas e únicas capazes de conduzirem felicidade (quando é a morte cruel que conduzem), quando não sustentam que levam por diante os mesmos actos absurdos motivadas por vingança sobre os ex-companheiros. Filtrada fica a sua idoneidade para o acompanhamento dos quotidianos daqueles que geraram... De outra forma dito, uma e outra das “razões” invocadas provam e demonstram à saciedade como muitas mães não reúnem condições nem capacidades mínimas  para tutelarem aqueles mesmos futuros. E, todavia, continuam os mesmos a ser-lhes disponibilizados, em esmagadora maioria... Curiosamente, quando decidem o assassínio de crianças, com elas pretendendo o suicídio, vezes sem conta escapam elas em variadas situações, sem que escapem as crianças. Terrível injustiça esta, afinal. De vezes outras, assassinam simplesmente, sem colocarem em risco a própria vida. Sem pretender ferir susceptibilidades, injustiça mais terrível ainda. E ninguém, a montante da tragédia, ousou escrutinar, como se impunha, as características destas mulheres, processo determinante da auscultação das suas capacidades para o exercício esmerado de um acompanhamento condigno e feliz para essas crianças. Desta forma, eis os resultados. Perguntamo-nos, por outro lado, se os responsáveis se têm preocupado em resolver capazmente as questões geradas entre adultos em sede de separações, batalhas autênticas bem pouco edificantes. Por outro lado ainda, constituindo esta a mais grave das violências domésticas, perguntamo-nos se as instâncias estarão dispostas a punir as respectivas praticantes de forma rigorosamente condizente...
Escrevo segundo a antiga ortografia.