António Pires

A Simbologia do Triunfo no Stade de France

Na última crónica, titulada “Ronaldo e o Microfone da CMTV”, após o jogo com a Croácia, atrevi-me, contra a corrente, sonhar com o momento triunfal, dia 10 de Julho, em Saint Denis. Uma crença “fundamentada” não em pressupostos técnico – tácticos da nossa selecção (até porque, nos jogos da fase de grupos, apresentámos um futebol pouco empolgante), mas por uma série de indícios de ordem cósmica, carregados de simbolismo, que se revelaram do princípio ao fim do torneio.


Ronaldo e o Microfone da CMTV

Com toda a certeza, não serei a pessoa mais isenta para comentar o recente episódio do microfone, protagonizado por Cristiano Ronaldo, em França, durante o passeio matinal antes do Portugal - Hungria: em primeiro lugar, porque sou fã incondicional do craque português (se tivesse idade, seria uma das figuras mediáticas a quem “mendigava” um autógrafo); depois, porque nutro um enorme sentimento de desprezo pelo órgão de comunicação social a quem Pedro Marques Lopes, conhecido comentador político da SIC Notícias, designou, in Eixo do Mal, “esgoto a céu aberto”.


O Fundamentalismo Canino

Para não correr o risco de má interpretação na abordagem deste tema, evitando, assim, ser acusado de motivações “animalofóbicas”, é importante que fique registada a seguinte nota prévia: gosto dos animais (cães, gatos, iguanas, hamsters, agapornis, etc.,), saúdo a criminalização dos maus-tratos e abandono dos mesmos, comovo-me com o seu sofrimento, também acho que não são “coisas”, e estendo com naturalidade o meu sentimento de partilha à espécie.


A Depuralina Social e os Contratos de Associação

A corajosa decisão do Ministro da Educação de rever os Contratos de Associação assinados com as escolas de ensino privado - que a troika havia recomendado ao anterior governo, mas que o mesmo (sabe-se lá porquê!), não acatou -, desencadeou uma onda de protesto por parte dos directamente interessados, cujos ânimos foram incendiados pela posição tomada pelo ex Primeiro - Ministro, Passos Coelho.


Panamá Papers: Como as Aparências Iludem!

Na minha modesta condição de pescador de cana, ocasional, de merenda, que mal sabe lançar o anzol, cruzei-me, há meia dúzia de anos, num dia de Verão, nas margens do rio Sabor, como que por acidente, nas lides piscatórias, com os humildes e carismáticos manos guitchos, que dão pelo nome de Pedro e Herculano, rapazes que conheço desde a infância, dos tempos em que éramos vizinhos na memorável Vila, dentro das muralhas do castelo de Bragança.