António Pires

A “Epidemia” dos Destacamentos na Classe Docente

Em jeito de adenda a tudo o que, sobre o assunto, foi noticiado pela comunicação social (regional e nacional), no final do mês de Agosto – como não podia deixar de ser, o mesmo mereceu honras de manchete no Mensageiro de Bragança -, parece-me importante introduzir uma outra dimensão do problema, porque sem ela corremos o risco de não compreendermos o que verdadeiramente está em causa.


O Chá da Urbanidade

Um reputado professor de Língua Portuguesa da nossa praça, aquando da entrega dos testes de avaliação aos alunos, usa como método de “dissuasão” do erro gramatical, de sintaxe ou de concordância, aquela que me parece a mais correcta das pedagógicas: em vez da humilhação de, no quadro preto, em plena sala de aula, evitando a crueldade juvenil, identificar e apontar o(s) autor(es) desta ou daquela incongruência, faz o levantamento de todas as inconformidades, com a respectiva correcção, dando a possibilidade aos “prevaricadores” de se redimirem sem traumas nem constrangimentos.  


O Seu a Seu Dono

Na edição n.º 3468 deste jornal, de 10/04/2014, assinei um texto titulado “Sobre o Clube Académico de Bragança”, com o duplo propósito de, por um lado, relevar a importância desta instituição que, no contexto do amadorismo, mais do que qualquer outra, tem dignificado e projectado a cidade e o concelho de Bragança; por outro, prestar uma pequena homenagem ao então presidente cessante, Fernando Gomes, pelo trabalho meritório à frente deste símbolo da cidade e, simultaneamente, para lhe demonstrar a minha solidariedade por empreender a aventura de abandonar o seu país, pelas razões que todos c


Chegodromamente Falando

Qual Luandino Vieira, distinto poeta angolano, julgo ter acabado de inventar o advérbio chegodromamente, formado a partir  do neologismo chegódromo, utilizado para designar o recinto destinado à luta/chega de touros, uma tradição muito popular no norte de Portugal, cujo valor identitário é entusiasticamente reclamado por bragançanos e vinhaenses.


A Diabolização do Subcomissário Filipe Silva

O final da tarde do dia 17 de Maio de 2015, em Guimarães, que devia ser de celebração para os benfiquistas, pela merecida conquista do bicampeonato, deu naquilo que o país assistiu, até à exaustão, através das imagens televisivas: um Subcomissário do Corpo de Intervenção da PSP, usando a força “desproporcionada”, agrediu à bastonada um cidadão à saída do estádio D. Afonso Henriques, palco do escaldante Guimarães – Benfica.


Os Candidatos Fora dos Partidos

No dia em que o cidadão Henrique Neto, deputado à Assembleia da República pelo Partido Socialista, entre 1995 e 1999, assumiu publicamente a candidatura às eleições presidenciais de 2016, algumas figuras proeminentes do partido da rosa, nomeadamente Augusto Santos Silva e José Lello, reagiram áspera e grosseiramente à inesperada “insolência” do seu camarada.


“Um Euro por Hugo Ernano”

Tive conhecimento, através das redes sociais, na página "Vamos apoiar Hugo Ernano", que a Associação de Profissionais da Guarda Nacional Republicana (APG/GNR) está a lançar uma campanha de recolha de verbas para custear o recurso que o colega Hugo Ernano vai interpor junto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, na sequência do processo em que foi condenado, por, acidentalmente, no dia 11 de Agosto de 2008, em Loures, ter matado a tiro um jovem de 13 anos, de etnia cigana, em resultado de uma perseguição movida ao veículo em que a vítima, o pai e um tio seguiam, após furto a um armazém d