2018…que PPD/PSD?!

Já diz o velho ditado…”Ano Novo, Vida Nova” e para o PPD/PSD, será assim?!
Está em contagem decrescente o dia para a realização das próximas eleições diretas do PPD/PSD, onde os seus militantes irão escolher o seu próximo Líder. Nesse seguimento, poderia dizer que as expectativas estão ao rubro, com os militantes a transpirar entusiasmado com aquilo que foi a campanha de cada um dos candidatos!
Contudo, não me atrevo a usar palavras tão empolgantes! No meu ponto de vista, assistimos a uma campanha demasiado interna, muito centrada nos “podres” de cada um, com um vazio de ideias associado e algumas trapalhadas à mistura! Mas, vamos tentar dissecar alguns dos pontos mais importantes, que marcaram a campanha:
Ponto 1 – “Uma Campanha Amorfa”: Pessoalmente, apesar do frio que se fez sentir em novembro e dezembro, julgo que teria sido oportuno e justificado que os candidatos saíssem da casca e se tivessem aproximado mais dos seus militantes e simpatizantes, reconvertendo uns e convertendo outros, tudo em prol de um PPD/PSD mais forte e unido. A política tem mais encanto junto dos seus cidadãos, pois, parece-me ser a melhor via para se sentir o calor e medir o pulso às pessoas, auscultando o que pensam e o querem para o país. Não deve haver constrangimentos nem receios pela praça pública, porque, a troca de afetos até está na moda e com bons resultados!
Ponto 2 – “O (des)Foco Político”: surgiram duas personalidades, ou melhor, dois candidatos demasiado focados um no outro. Não vale a pena escrutinar o que cada um dizia, no entanto, pode dizer-se que a campanha chegou a um ponto que se tornou aborrecida, marcada por narrativas, no essencial, com pouco conteúdo. Neste ponto, surge-me partilhar algumas questões que, apesar da sua pertinência, considero que não foram devidamente esclarecidas, designadamente: Mas afinal onde é que reside o "inimigo"…ainda estará no próprio partido ou, por outro lado, estará no atual Governo e na Extrema-esquerda que o acompanha?! Esse não deveria ser o foco da discussão político-partidária?! Quais as reformas estruturais para o país, nomeadamente, em áreas sensíveis como a saúde, educação, segurança social, economia, …?! Quais serão as bases em que assentará a futura matriz do partido?! E por último, o que distingue afinal o PPD/PSD do PS?! O eleitorado necessita, com urgência, de uma resposta a estas questões que me parecem pertinentes. 
Ponto 3: “A Trapalhada Ideológica”: devo confessar, com total honestidade, que ouvi coisas que adjetivo, de forma simpática, como estranhas. Na minha opinião, o PPD/PSD foi, é e será sempre um partido de grande relevância e de forte militantismo, com valores muito próprios, assentes na liberdade, na igualdade/justiça social e na solidariedade, sem receios, vaidades ou populismos, porque o foco deve estar sempre nas pessoas, nas suas necessidades e no seu capital de desenvolvimento e crescimento. Historicamente, o PPD/PSD é o único partido que nasceu da vontade de um povo, povo esse que vivia mergulhado na pobreza e mendigava direitos fundamentais, suplicando uma higienização política, social e económica urgente. Ideologicamente, o PPD/PSD não é e nunca será um partido de esquerda, muito menos de extrema-direita ou liberal como alguns o tentam vender; tem um ADN próprio, virado para o centro e para a direita, mas acima de tudo, para as pessoas!
Assim, espero que o próximo dia 13 de janeiro traga um rosto renovado e uma vida nova ao Partido, que o PPD/PSD se possa reinventar e sair deste estado de convalescença e se edifique, sustentadamente, na luta por um futuro mais risonho para os portugueses, sempre com a nobre missão institucional de representar todos os cidadãos.
Não posso terminar este artigo sem expressar uma palavra final de apreço e agradecimento ao Dr. Passos Coelho. Foi um primeiro-ministro que teve a coragem de agarrar no país e governar num dos períodos mais complexos da nossa história política recente. Infelizmente, essa virtuosa coragem, com o passar do tempo, desgastou-se e revelou-se perversa, tornando-se no seu principal inimigo. Injustamente, para a generalidade dos portugueses, o ex Primeiro-ministro ficará eternamente associado a uma nomenclatura política pouco favorável, como Troika, FMI, crise, depressão, ou seja, a uma das fases mais assombrosas da nossa democracia.
Infelizmente, a vida nem sempre é justa e, na nossa democracia, foi quase sempre assim, uns desgovernam e depois lá vai o PPD/PSD tentar reabilitar um país, coletivamente, doente ou em coma. Foi assim em 1977, em 1983 e em 2011.
Por tudo isso, é importante unir esforços para a (re)construção de um PPD/PSD ambicioso, responsável e inigualável, capaz de gerar valor acrescentado, pois, não podemos permitir que as “cristas” cresçam mais do que devem e que este alegado “messiânico” e populista governo ganhe o gosto do poder e que a família socialista se expanda e perpetue nos próximos anos, até um novo resgaste financeiro. Votos de um bom 2018 para todos, porque o grande partido remete para interesses comuns, para o POVO!