Mário de Campos Pinto

“A quem iremos?”

1. É muito estranho, para não dizer de outro modo, que um qualquer de nós, homens, que faz a experiência vital de “se reconhecer” como «eu», (isto é, como pessoa humana), e além disso faz a experiência vital de se relacionar com outros «eus» (outras pessoas humanas, que reconhece como “Tus”), recuse reconhecer, ou chegue mesmo a negar, um «Eu» divino, um “Tu” divino.


No rescaldo das comemorações

1. Do rescaldo das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, da tão celebrada revolução da liberdade representada por uma flor, em vez de respirarmos a brisa perfumada de uma alegria pacífica, comummente partilhada, pelo contrário, o que dominou e ficou no ar foi um clima de divisão crítica e hostil, entre uns que se consideram os herdeiros imaculados dos ideias de Abril (que são obviamente imaginários, tirante o que sucedeu, como dito e feito, na revolução), e os outros, supostamente inimigos ou traidores. E esta divisão assim ideológica foi apropriada como oposição política.


A violência política contra a liberdade educativa civil

No mundo ocidental, com o apoio do dinheiro das fabulosas fundações e corporações norte-americanas, e a cumplicidade dos Estados de democracia pluralista que são «infiltrados» por essa propaganda, continua em grande força a execução da estratégia de Kissinger contra a família tradicional e a natalidade, de que o lobby LGTB é um dos mais activos exércitos. Em democracia pluralista e à escala internacional, não há memória histórica de um combate cultural (Kulturkampf) e educativo tão «feroz», e com uma tão ampla e forte base financeira internacional.