Dias bons

São dias bons aqueles que se aproximam, porque nos é devolvido o poder, isto é, o poder de decidir, escolher, premiar ou punir, é-nos dado de novo o direito de votar. Aproxima-se mais um ato eleitoral, fazem-se balanços, positivos ou negativos, consoante os interesses e a cor partidária.
Uns dirão que nada foi feito, o tempo foi perdido, o município andou para trás, só fazem festas, é chegada a hora de mudar, alé up… outros dirão que se fez muito, que o município avançou, que a política seguida é a que melhor serve as pessoas, que é tempo de reforçar a escolha, que não é tempo de experimentações!
São tempos bons, porque nos cabe a nós, avaliar, pesar as nossas expectativas com o realizado durante estes quatro anos e tomar a decisão de votar naqueles que melhor nos representam.
Haverá muitas promessas, oxalá que sejam cumpridas as que se fizerem.
Como contributo para os programas eleitorais, propomo-nos, humildemente, deixar algumas ideias que nos parecem merecedoras de constar em tão importante documento.
A primeira que queremos partilhar com os candidatos é a construção de uma “Praça Maior” que ligue a Praça da Sé com a Praça Camões.
Esta obra é possível, se houver um compromisso real com a zona mais antiga da cidade, se for aceite e entendido como fundamental a revitalização do centro histórico da cidade de Bragança, é fulcral incorporar amplitude urbana nessa zona. Ora, isto é possível com a ligação entre as duas praças referidas, através da aquisição e demolição dos 10 edifícios, entre a Rua dos Combatentes da Grande Guerra, a Travessa do Relógio, a Travessa do Mercado e a Praça Camões. Não sabemos os custos desta empreitada, isso ficará à responsabilidade de quem ganhar a Câmara Municipal, mas sabemos, ou pensamos saber, os benefícios para a Cidade.
Seria possível fazer uma entrada para o parque subterrâneo pela Rua dos Combatentes da Grande Guerra, evitando assim que os turistas se percam à procura da entrada para o parque, desistindo de ficar por ali.
Permitia a devolução da Praça Camões à cidade, através da visibilidade que a mesma teria.
Dignificaria a Igreja da Sé, possibilitaria desfrutar da torre com os seus sinos e relógios, agora um pouco escondida e encolhida.
O contributo para a Biblioteca Municipal e a Biblioteca Adriano Moreira seria tão importante como o edifício em si.  
E a importância para o comércio? E para os proprietários dos edifícios à volta? Estamos certos que haveria mais reabilitação urbanística, mais pedidos de licenciamentos para cafés, restaurantes, prontos a vestir, etc. e se calhar hotéis, hostels, alojamento local…
O comércio seria renovado, reinventado, regenerado, porque “la movida” assim o exigirá.
Com a realocação da Conservatória do Registo Civil de Bragança na Rua das Combatentes da Grande Guerra, dada a configuração desta avenida de sentido único, com pouco estacionamento e de difícil mobilidade, não fará sentido a nossa proposta?