Armando Fernandes

 

 

O 1.º de dezembro

Nesta selva de caminhos electrónicos é difícil fruir descansadamente as efemérides de grata memória porque as mesmas são diluídas na máquina trituradora dos noticiários infestados de bastardos paridos nas barcas sensacionalistas soterrando marcos da nossa história, das nossas vivências. Nada escapa à voracidade instalada, mesmo os temas ou assuntos a exigirem cuidados na análise e argumentação são tratados com os pés, pensemos nos «prós e contras» moderados por uma senhora imoderada a interromper ou a cortar os raciocínios dos opinadores. No meio da salgalhada escapa quem?


Joaninha voa, voa…

Depressa as meninas e os meninos aprendiam a lengalenga cantada quando uma Joaninha pousava nas costas das mãos provocando exclamações e…o insecto repleto de pintinhas pretas nas asas as levantava e…levava a intonação feita carta a Lisboa. Não sei se nas cidades ainda aparecem Joaninhas, nas aldeias voarão nos dias luminosos.