TEMPO DE CONFIANÇA

 
Em todas as funções públicas que desempenhou – ministro de várias pastas, parlamentar, eurodeputado, autarca – António Costa deixou a indelével marca da qualidade. Uma marca baseada na inovação, na competência e na coragem para bem-fazer em prol do interesse coletivo. As suas grandes capacidades são publicamente reconhecidas e respeitadas. É um líder com carisma e prestígio internacional que inspira confiança.
 
Como escreveu Augusto Santos Silva, num interessante artigo de opinião no Acção Socialista Digital, confiança "é uma questão-chave das próximas eleições legislativas". Porque Pedro Passos Coelho traiu a confiança dos que nele votaram, em 2011. Porque o atual governo fomentou a desconfiança dos cidadãos nas instituições. Porque a coligação de direita lançou a desconfiança entre as diferentes gerações, entre patrões e trabalhadores, entre sector público e privado. Só um homem de confiança como António Costa pode restaurar a confiança perdida.
 
Na elaboração do programa eleitoral, António Costa provou, mais uma vez, que é possível fazer diferente e fazer melhor. Inovou no método e no conteúdo. Jamais um partido político preparou com tanto rigor e seriedade as propostas a submeter ao escrutínio dos eleitores. Para ter a certeza de só se comprometer com o que tem a certeza de poder fazer, António Costa quis que cada compromisso fosse avaliado e sustentado num estudo de impacte financeiro. A coligação de direita, do alto da sua arrogância e incompetência, acha que não tem de fazer contas nem dar satisfações aos eleitores. E, tentando lançar poeira para os olhos e desviar as atenções, recorre à deturpação, à mentira e ao ataque soez.
 
Já se percebeu que esta campanha vai ser muito dura. Há adversários poderosos que sentem os seus interesses ameaçados e se mobilizam para evitar a vitória do PS. Os socialistas têm de estar preparados não apenas para combater a demagogia e o populismo da dupla Passos/Portas, mas também para denunciar a mentira, a hipocrisia e a baixeza de quem tem muitos meios e nenhuns princípios para atingir o fim de se manter no poder para poder aplicar a agenda escondida de desmantelamento do sector público e de destruição do Estado social