Nuno Pires

Assessor principal de reeducação
anunopires@hotmail.com

A propósito da neve… …. Em Bragança.

A forma silenciosa como tantas vezes no surpreende, engalanada no seu bailado celestial, ao desprender-se do céu e deleitar-se na terra, com a sua singular beleza, não há dúvida que a neve invade, harmoniosamente, o imaginário criativo da maior parte das pessoas, sobretudo na meninice, adolescência e juventude. Porque nasci num “Reino Maravilhoso”, que a neve acariciava, embora, atualmente com menos regularidade, gosto de ver nevar e do espectáculo natural que a mesma proporciona.

O rebusco!...

Não tenho dúvidas que, por mais apedeuta que seja, qualquer pessoa conhecerá, não só a palavra, como também o significado de rebusco, nomeadamente no meio rural. Atrevo-me, até, a dizer que, em tempos não muito distantes, o rebusco era uma tradição instituída que, os mais pobres, desfavorecidos, ou pessoas que tinham tempo e faziam pela vida, praticavam com bastante regularidade.

A azeitona!...

Estamos no mês de Dezembro, ou seja, em plena temporada da apanha da azeitona, não obstante, muitas pessoas já terem iniciado essa faina no mês anterior. Os tempos e as vontades alteram-se e as condições meteorológicas, também. Por isso, salvo as baixas temperaturas noturnas, o tempo que se faz sentir quase não parece de azeitona. Dias de céu limpo, sol brilhante, oliveiras com pouca humidade, terra/piso seco. Não vão longe os anos em que esta faina era realizada com dias cinzentos, frios, tantas vezes chuvosos, com vento, ou persistente e incomodativo nevoeiro.

A ponte dos afetos!...

É comum dizer-se que, na vida, devemos criar pontes, manter laços que ligam e unem, sobretudo quando estes geram positividade e mais valias, no domínio da afetividade. E se é importante estabelecer e manter, saudavelmente, as pontes da imaterialidade, devemos ter em conta a importância da materialidade das pontes, que também foram e continuam a ser referências significativas em termos de identidade.

Viver sem tabaco!...

Por iniciativa da Organização Mundial de Saúde, para além do Dia Mundial sem Tabaco, comemorado a 31 de Maio de cada ano, comemora-se, na próxima sexta-feira, 17 de Novembro, o Dia Mundial do Não-Fumador. Trata-se de assinalar uma data no calendário anual, no sentido de sensibilizar as pessoas, sobretudo aquelas que fumam, para os malefícios do tabaco, ou seja, para os factores de risco associados, não esquecendo as que, não tendo o vício, acabam, também, por sofrer, na devida escala, dos efeitos nocivos do fumo do tabaco e derivados.

Gala Solidária!...

Sempre fui, e sou, entusiasta da solidariedade. De fazer algo de interesse pelos outros de forma espontânea, criativa e sustentada, sem que ninguém, sobretudo materialmente, retribua nada, para além de um sorriso emergente, digno do boa gente. Um dos maiores prazeres da minha vida e que me ocupa grande parte do meu tempo, é colaborar, ou dinamizar, atividades nesse contexto, em prol do desenvolvimento social, do bem-estar individual e coletivo.

A “minha” ribeira!...

Sem nunca omitir as minhas origens, porquanto fazem parte da identidade, da minha forma de sentir, viver e interagir, é habitual, todas as semanas, deslocar-me à minha aldeia natal – Frieira. Para além dos afetos pessoais e familiares, gosto do contacto com natureza e as coisas locais, convivendo no presente, com recordações do passado, mais ou menos recente.

Dia Mundial da Alimentação!...

Comemorou-se, na passada segunda feira, 16 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação. Embora não concorde com algumas comemorações do dia "disto ou daquilo", entendo que, no que toca à alimentação, nomeadamente nos tempos que correm, pela sua importância na vida humana e não só, este assunto merece ter um dia no ano em que as questões inerentes ao mesmo, sejam discutidas e explorados novos estudados científicos, por forma à sua reflexão e divulgação.

Em busca do caminho!...

Um dos desafios mais importantes da atualidade, num contexto mundial de convulsões, desentendimentos, incompreensões, de falta de respeito pelos outros, pelos mais desfavorecidos e pelos povos menos protegidos, individual ou coletivamente, será a promoção dos valores de cidadania e urbanidade, bem como da educação para o desenvolvimento de interações humanas em perfeita harmonia.
Nesta perspetiva é também dever de cada um, assumir a mudança, tornando-nos incentivadores da paz, igualdade e respeitos pelos outros, contrariando o egocentrismo e o individualismo desenfreado.

Celebrar a vitória…Aceitar a derrota!...

Depois do agitado período de tempo, em que os diversos candidatos tiveram oportunidade de promover a sua campanha, divulgar as suas ideias e os seus projetos, decorreram, no passado domingo, com natural civismo, as eleições autárquicas 2017. 
Tendo-se apresentando a sufrágio um significativo e diversificado número de candidatos, pode dizer-se que houve resultados (quase) para todos os gostos, independentemente dos gostos para todos os resultados.