A opinião de ...

Gestão Social

Podemos dividir, sumariamente, os grupos organizados em quatro categorias: Instituições particulares ou privadas sem fins lucrativos, Associações recreativas, culturais, ou religiosas, organismos públicos e Empresas.
A gestão destes grupos, difere na medida da sua organização e do grau de profissionalismo que se lhe quer imprimir, sem perder nunca, o objetivo primordial de servir pessoas. Servir pessoas é o seu principal objetivo, sem o cumprimento deste objetivo perde-se a razão de existência destes grupos.
Começamos por pensar nas diversas instituições particulares se solidariedade social que conhecemos, lares de terceira idade, creches, centros de dia, associações sociais, associações humanitárias, etc., todas elas têm o objetivo de servir pessoas e com isso provocar uma alteração na sociedade. Nenhum grupo organizado deve emergir sem a identificação de uma necessidade, em determinado tempo e numa determinada sociedade.
Quem detém a gestão destas instituições deve ter a preocupação de conhecer o motivo da sua existência, o seu contexto histórico, a sua metodologia orgânica e sobre tudo as “suas pessoas”, ou seja, o seu público alvo.
Sem o conhecimento profundo destes parâmetros, não será possível delinear uma estratégia de trabalho, uma abordagem social, nem tão pouco, uma forma esclarecida de gestão.
Mesmo que tudo isto seja conhecido, esclarecido e pensado, a decisão de gerir estas instituições, será sempre, em última análise, uma decisão pessoal e sobretudo individual.
Decisão pessoal, no sentido, de que não poderá haver lugar a cedências ou a pressões de grupo, ou seja, não se deve aceitar só e porque nos foi pedido, é necessário, haver a capacidade intelectual de se decidir livremente e em consciência.
Será sempre uma decisão individual, porque será da exclusividade de quem decide, aqui não se trata de decisão pessoal, mas sim, da análise das capacidades intelectuais, formativas, sociais e, principalmente, das que estão diretamente relacionas com a integridade.
Os indivíduos que aceitam cargos de gestão, deste tipo de instituições, sem que salvaguardem estes dois tipos de decisão, serão sempre gestores fracos, ou porque estão subjugados a interesses pessoais, ou porque não são detentores das outras características referidas e por isso, tornam-se fortemente pressionados e maleáveis, o que acarretará dificuldades para as instituições e diminuirá o seu campo de influências.
Não é possível fazer um gestor destas instituições, nem por decreto, nem por imposições politicas, ideológicas ou de interesses vários, é absolutamente necessária a dimensão humana, humanitária e social.
O desígnio de servir, tem que se sobrepor a qualquer intento de aproveitamento pessoal, político, ou de outra índole.
Temos, felizmente, referências de gestão de instituições que marcaram de forma muito positiva as próprias instituições e provocaram mudanças indeléveis na sociedade e na nossa comunidade.
São estes os exemplos que devemos procurar conhecer, estudar e se tivermos capacidades imitar.
   

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