Associativismo

Uma organização, pública ou privada, uma associação de qualquer forma jurídica é um organismo dinâmico, sensível e evolutivo.
Dinâmico no sentido dos ajustamentos estruturais necessários e dos arranjos estatutários, que em determinado momento e por força da sua evolução, todos os grupos organizacionais experimentam.
Estes grupos são organismos sensíveis, porque as suas estruturas hierárquicas são compostas e formadas por pessoas, que pela sua individualidade introduzem experiências culturais, sociais, pessoais, laborais e formativas.
O jogo que aí se desenrola, é um jogo de influência, de imposição de vontades, de defesa de ideologias, de conceitos e de caminhos alternativos a percorrer.
Todas as forças presentes neste campo de batalha são geridas, na exata medida, que concorram para uma decisão final e para que essa decisão seja a mais abrangente possível, que possa englobar as diferentes sensibilidades. Isto ocorre nos grupos organizacionais que funcionam bem, não implica, concretamente, que produzam as melhores decisões.
As organizações que não sejam capazes de gerir sensibilidades, egos, interesses particulares ou agendas dissimuladas tornam-se depressivas, erráticas e autodestrutivas.
Todos os grupos organizacionais emergem de uma sociedade, de um contexto histórico e de um espaço físico delimitado, assim, é desta tríade sociedade-contexto-espaço, da sua mutação constante, adaptabilidade e ajustamentos, que tornam estes organismos evolutivos.
Uma análise mais detalhada desta tríade permitirá, perceber o carácter evolutivo destes organismos.
Se a sociedade não evoluir, a organização não cumpriu o desígnio de qualquer grupo organizado, provocar uma mutação evolutiva na sociedade, tornando-se, assim, uma organização obsoleta, antiquada e sem utilidade social.   
Qualquer grupo organizado tem o objetivo de servir pessoas.
Qualquer associação deve ser criada com o objetivo de colmatar uma necessidade.
Ainda que seja uma necessidade social, cultural, económica, religiosa, desportiva ou humanitária, ela tem que ser identificada, palpável, tangível e passível de melhoramentos.
Nenhuma associação, sob qualquer forma jurídica, deve ser criada com a intenção da promoção individual ou renascimentos sociais. Porque desta forma, o prejuízo daí decorrido será irremediável, para a associação e para a proteção ou promoção do objetivo primordial definido.
Os recursos humanos que têm a obrigação de gerir associações de diversas formas jurídicas, devem fazê-lo, no pressuposto da existência de um intervalo de tempo estabelecido, que pode ser maior ou menor, dependendo dos estatutos da associação e/ou do bom desempenho da função.
É errado, qualquer indivíduo pensar ou sentir que é perpétuo.
E quando, por dinâmicas instituídas, há lugar à substituição de quem tem o governo provisório dessas associações, o mínimo que é exigido a quem é substituído, é a contínua colaboração, o respeito pelos princípios defendidos, urbanidade e contenção nas observações desprestigiante ou insinuações fúteis.