Voluntariedade interativa…conseguida!...

Dada a precariedade social e a diversificação transversal dos dramas humanos, cada vez mais precisamos de um voluntariado de qualidade, potenciador de ações interventivas, dinâmicas, sustentadas no amor e na promoção do bem-estar do “outro” sobretudo do indefeso, desprotegido, carente, material e imaterialmente. Daquele que sofre, física e emocionalmente. Daquele que vive isolado longe de tudo e, tantas vezes, da gente. Voluntariar é ir, partir, promover o encontro, a partilha, dar sem receber, conviver de forma inclusiva, desprendida e humanamente ativa. Procurando confortar e aliviar o sofrimento de quem mais necessita. E, inúmeras vezes, mais que a materialidade dos gestos, importa a interação na simplicidade dos afetos. 
Por isso, promover iniciativas de incidência, que potenciem o desenvolvimento de campanhas específicas e mobilizadoras, que despertem para a solidariedade solidária, através de realizações acessíveis e desprendidas, materializadas em ações indicadoras e geradoras de boas práticas, caminhando e indo ao encontro das pessoas nos seus ambientes revestem-se de singular importância.
Foi, pois, impulsionada com este espírito atento, aberto, desperto, olhando a realidade e a necessidade onde esta se encontre, com gestos de amor, que a Delegação de Bragança, da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em colaboração com a Associação Portuguesa de Medicina Dentária Hospitalar (APMDH), levou a efeito, no passado dia 22/07/2016, sexta feira, uma ação inédita de Consultas de Diagnóstico Precoce de Cancro da Cavidade Oral, na vila de Izeda, concelho de Bragança.
Esta atividade, que constitui um verdadeiro sucesso, incidiu em dois contextos completamente diferentes, mas igualmente carentes. Ou seja, no Estabelecimento Prisional, primeiro, e no Centro Social Paroquial, depois.
Independentemente do número de reclusos observados, cerca de duas dezenas, e de idosos, todos os internados no C.S.P. de Izeda, pelas equipas médicas presentes, como não poderia deixar de acontecer, de forma gratuita, ficará na memória dos intervencionados, a postura  positivamente interativa de todas os voluntários envolvidos.
Tratou-se, com efeito, de uma grande manifestação de altruísmo, sobretudo por parte das equipas técnicas especializadas, que se deslocaram de vários pontos do norte do país, até àquela vila do concelho de Bragança, expressão inequívoca de amor ao próximo e de encontro na partilha da própria vida que potencia o bem estar e a alegria.
Na verdade, este espírito de humanidade e voluntariado, demonstrado pela LPCC, nesta região nordestina, representada pela Delegação de Bragança, em estreita colaboração com a APMDH – Porto, revela toda a dinâmica que emerge do grupo de pessoas que se unem para ir ao encontro de um objetivo comum: servir os outros.
Tendo esta ação, que envolveu mais de uma dezena de pessoas ligadas à saúde, decorrido no final da tarde/noite, o encerramento e avaliação teve lugar durante um jantar de convívio e confraternização, no restaurante a “A Regada”, cuja ementa contemplou o iguarias gastronómicas típicas da região, desconhecidas de alguns dos presentes, mas que muito apreciaram.
No final, tiveram lugar os habituais discursos de circunstância, destacando-se os proferidos pelo coordenador, da Delegação de Bragança, da LPCC, António Machado, pelo presidente da APMDH, Leite Moreira, e dirigentes do C.S.P. Izeda.
Todos os presentes evidenciaram o espírito que se vive e alimenta nestas atividades, bem como o sentido da afetividade, do voluntariado e da importância da colaboração institucional positiva e eficiente. Após o repasto, foi oferecida a cada um dos voluntários, uma lembrança patrocinada pela Junta de Freguesia de Macedo de Mato e pelo C.S.P. Izeda, constituída por produtos locais.
No dia seguinte, uma jornada idêntica decorreu em Vila Flor, também com muito sucesso.