“De Quando em Vez”

No passado dia 21 de Abril, fui informado como Diretor do Aeródromo de Alijó, e 1º responsável pelo seu funcionamento, que esta infraestrutura Aeronáutica Transmontana iria desaparecer do mapa dos Aeródromos existentes deste País.
De facto, quem acompanhou ao longo dos anos desde 2004 até ao presente a progressiva transformação e valorização do aeródromo em questão, ficou com a noção que se estava a fazer qualquer coisa de diferente no sentido de o transformar no Aeroporto do Douro.
Deste modo a Autarquia de Alijó pretendeu até 2014 renovar como já acima se disse, em três fases o Aeródromo da Chã:
1º Abertura do Aeródromo ao Tráfego Aéreo da Aviação Geral;
2º Conseguir-se o Plano Diretor do Aeródromo;
3º Transformar-se o Aeródromo num pequeno Aeroporto secundário, face ao real desenvolvimento da Região do Douro e devidamente aprovado por todas as comunidades municipais desta região.
Em Fevereiro de 2004 numa reunião nos Paços do Concelho de Alijó com os técnicos do Instituto Nacional de Aeronáutica Civil, respetivamente Engºs Jorge Freitas e Luis Pereira, foram ali definidas as fases acima referidas como plano estratégico para a revitalização do Aeródromo da Chã.
Mais tarde foi feito um estudo onde se esboçava a concessão de 2 pistas ou seja o Plano Diretor do Aeródromo.
Finalmente o Aeródromo possui uma pista com 1200 metros de comprimento e 40 metros de largura, só está fechada ao tráfego aéreo, porque o município de Alijó, nada tem feito para a manter aberta.
Quem consultar a enciclopédia Luso Brasileira deverá que o Aeródromo da Chã tem por nome “Tenente Sérgio da Silva” um dos percursores do desenvolvimento da aeronáutica militar dos anos 30 e 40 e como tal um ex-libris da avião portuguesa.
Haveria muito mais a escrever sobre este assunto e fá-lo-ei em próximas oportunidades