De quando em vez

Os incêndios florestais e os meios aéreos para o seu combate
 
Todos os anos a esta parte, continuamos neste país em que vivemos a ser fustigados por dezenas de incêndios diários que, delapidam a nossa riqueza florestal, causando prejuízos incalculáveis.
Em 1982, já lá vão 33 anos, o Governo adquiriu equipamentos que foram adaptados  aos aviões C-130 (Hércules) da Força Aérea, que permitiam largar sobre os incêndios uma quantidade apreciável de calda retardante.
Por esta altura distribuíram-se pelo país meia dúzia de helicópteros Alouete III da Força Aérea que ficavam alerta aos possíveis incêndios.
Esses helicópteros tinham uma capacidade reduzida de actuação, pois, apenas podiam transportar equipas de bombeiros até 5 elementos, e largar um pequeno balde de agua sobre o fogo. A seguir em 1997, durante o Governo do Engenheiro Guterres o Secretário de Estado da Administração Interna, Armando Vara, decidiu retirar a Força Aérea do combate e prevenção aos incêndios florestais. Tal decisão abriu caminho para se vir a adquirir meios aéreos para esta missão, os quais foram colocados na dependência do ministro da Administração Interna.
Passados todos estes anos e depois de ter sido constituída a empresa EMA (empresa de meios aéreos) passaram a ter um dispositivo de 56 aeronaves entre helicópteros ligeiros médios e 5 helicópteros pesados Kamov de fabrico Russo para alem de 16 aviões, dos quais 2 Canadair CL-215.
Todo este dispositivo salvo uma outra alteração tem funcionado com muito agrado dentro do sistema vigente da Protecção Civil.
È evidente que agora apareceram alguns problemas com a manutenção dos helicópteros pesados Kamov mas por aquilo que se vai sabendo a Everjets, empresa que ganhou o concurso público de fornecimento ao Estado de 25 helicópteros ligeiros para combate aos fogos florestais irá assegurar toda a manutenção e gestão de toda esta panóplia destes meios aéreos.
Finalmente, esperemos que tudo corra bem, utilizando os meios aéreos com conta peso e medida.
A título de curiosidade, a empresa EMA, foi extinta pelo ex-ministro Miguel Macedo, estando neste momento a ser gerida pela entidade Nacional de Protecção Civil, ainda a funcionar no aeródromo de Ponte de Sôr, distrito de Portalegre.