António Pires

As Obras de Intervenção na Sá Carneiro e João da Cruz

Quando os bragançanos tiveram conhecimento da intenção da autarquia levar a cabo as obras de intervenção das duas mais importantes avenidas da cidade, integradas no Plano de Acção de Mobilidade Urbana Sustentável (…), levantaram-se algumas vozes discordante. Fizeram-no, julgo, não pelo impulso “revolucionário”, do “contratudismo”, quais Velhos do Restelo, mas porque o passado recente é de má memória, nomeadamente no que às obras do Polis e da Avenida do Sabor diz respeito. Ou seja, gato escaldado…

Sobre o Grupo Desportivo de Bragança

No passado dia 3 de Maio, o clube mais representativo do distrito de Bragança conheceu, porventura, para a escolha da sua direcção, as eleições mais polémicas da sua longa e respeitada história; ao ponto de, imagine-se, a facção derrotada recorrer para tribunal, por, alegadamente, o adversário ter feito batota – um facto “sem precedentes”, como agora se diz.

Parada Gay: A Opinião (Aparentemente) Suspeita dum Hétero

Após a confirmação “oficial” da realização da Parada Gay em Bragança, uma pessoa minha conhecida perguntou-me se não ia escrever nada sobre o assunto. Tratando-se de um tema “fracturante” – cujo interesse mediático rivalizava, no momento, com o empolgante caso Bruno de Carvalho/ Sporting-, não podia deixar de dar o meu modesto contributo para a discussão.

Ética Profissional: Aquilo que não se deve fazer

 
A vida profissional de qualquer individuo é regida por um conjunto de princípios e valores estabelecidos pela sociedade, os quais, em regra, encerram carácter universal, pelo inegável valor axiomático. Diz-se, pois, que é bom ou mau profissional todo aquele que age de acordo ou na subversão de tais princípios, contribuindo para a boa ou má imagem da instituição que representa.

“O Terrorismo da Maledicência”

“Quando tens vontade de falar mal de alguém, é melhor que mordas a língua; talvez ela inche, mas não  farás mal a ninguém…”
Papa Francisco.
 

O Caos na Urgência Hospitalar de Bragança

 
A experiência vivida no pretérito dia 24 de Novembro na urgência do hospital de Bragança, por muita água benta que lhe possamos colocar, vem ao encontro (diferente de “de encontro”) dos múltiplos e constantes relatos de quem sofre na pele o verdadeiro caos.
Antes de mais, é importante dar nota de que, embora seja um familiar meu o motivo principal deste texto, não tomo o assunto como pessoal, porque, em boa verdade, nesse mesmo dia, pelos mesmos motivos, houve muita gente a ser assomada pelo sentimento de revolta.

Indivíduos de Raça Perigosa

O lamentável e arrepiante episódio à saída da discoteca Urban Beach, em Lisboa, na madrugada do pretérito dia 1 de Novembro, captado pelo telemóvel de uma pessoa que o presenciou e difundido nas redes sociais e, posteriormente, visto nas televisões – infelizmente o prato do dia em muitos destes locais de diversão nocturna por esse país fora - como não podia deixar de ser, lança a inevitável pergunta acerca do perfil psicológico dos protagonistas agressores, seguranças privados ao serviço da dita.

Incêndios: Como Travar a Praga?!

Recordo-me, aquando do “grito” corajoso das famigeradas “Mães de Bragança”, de se terem levantado algumas vozes, mesmo femininas (difundidas nas têvês) a favor da permanência das “cheirósinhas” nesta terra, com base no inquestionável argumento de que tal realidade era importante para a economia local.

A Ditadura da Palavra e do Pensamento

“Não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes”
António Aleixo.
 
Da entrevista concedida ao Jornal i, no pretérito dia 18 de Julho, pelo candidato à autarquia de Loures pelo PSD/CDS – PP/PPM, André Ventura, na qual foram alegadamente feitas declarações “racistas” e “xenófobas” em relação à comunidade cigana, acusada de “viver quase exclusivamente de subsídios do Estado” e de estarem “ acima das regras do Estado de Direito”, a candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara lourense apresentou uma queixa - crime contra o seu autor.

Uma Tremenda Injustiça!

 
“Não somos o que dizemos; somos o crédito que nos dão”,
José Saramago, in O Ano da Morte de Ricardo Reis.