A vontade de ferro

O processo de reativação da exploração das minas de ferro de Torre de Moncorvo foi recheado de avanços e recuos e, sobretudo, as posições dúbias de alguns dos que mais tinham a ganhar em apoiar o projeto causaram muita confusão e semearam a incerteza.

Esse tempo já lá vai, até porque alguns já não estão entre nós para se defenderem. Mas a assinatura do contrato entre o Governo e a MTI para a exploração das minas de Moncorvo veio, pelo menos, aplacar os ânimos e trazer um pouco mais de paz de espírito aos céticos.

António Frazão, um homem que subiu a pulso na vida, mostrou uma vontade mais férrea do que todo o filão que a natureza ali depositou.

Saibam, agora, os homens aproveitar a dádiva, que pode ser peça fundamental no desencravar de uma região que, como dizia o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo durante a cerimónia de assinatura do contrato, “mais do que um território de baixa densidade, é um território de alta intensidade”.

Na política, a resposta do PS à notícia da falta de candidato à Câmara de Bragança foi uma votação em meia dúzia de nomes para eventuais candidatos. Alguns deles não cumprem é os requisitos impostos pelo partido. Não há fome que não dê em fartura.