A opinião de ...

Encontro Pessoal com Cristo

 
(meditando o texto da Exortação Apostólica do Papa Francisco – nº 2)
“Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação em que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que «da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído» . Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direcção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada. Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos! Insisto uma vez mais: Deus nunca se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia. Aquele que nos convidou a perdoar «setenta vezes sete» (Mt 18, 22) dá-nos o exemplo: Ele perdoa setenta vezes sete. Volta uma vez e outra a carregar-nos aos seus ombros. Ninguém nos pode tirar a dignidade que este amor infinito e inabalável nos confere. Ele permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre nos pode restituir a alegria. Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos, suceda o que suceder. Que nada possa mais do que a sua vida que nos impele para diante!” (3). Até aqui o texto do Papa.
1º Encontro pessoal com Cristo. Encontro pessoal, implica muito silêncio interior, muita escuta, muito esforço de “conhecimento interno” da sua Pessoa, da sua Vida, do seu Amor… Implica disposição de ouvir Jesus, seus apelos, seus pedidos, seus desejos, sua sede de nós, da nossa conversão… Implica a aceitação de um compromisso amigo com Ele, que nos faz morrer a nós mesmos para viver d’Ele. Este encontro exige procurar Jesus sem cessar, sempre e em toda a parte: na Palavra, na Eucaristia, na Reconciliação, nos Irmãos… Este encontro gera em nós alegria, enche-nos da alegria de Jesus, da sua paz e consolação, do gozo da sua intimidade, do prazer da sua amizade. Como desejo este encontro pessoal e contínuo? Que faço para O ter como alguém fundante da minha vida? Desejo que Ele viva em mim e eu n’Ele? Dois corações, um só coração; duas vidas, uma só vida?
2º Pedagogia divina. Perceber que é sempre o Senhor que fala primeiro, que vem ao nosso encontro, que deseja a intimidade, que tem sede de nós. Agradecer muito esta predilecção e carinho, esta ternura e encanto d’Ele… Por outro lado, Ele espera que demos um pequeno passo em direcção a Ele e já está a aguardar-nos de braças abertos, com misericórdia e muita alegria… Quando nos perdemos ou desencaminhamos, precisamos de voltar a Ele, a esse encontro que nos refaz e nos alegra, nos enche de gozo e de júbilo… Pois o Evangelho da Alegria nos diz que Ele nunca Se cansa de perdoar, de ser coração em misericórdia… Volta uma e outra vez a carregar-nos aos ombros, com carinho e ternura… A sua Ressurreição é fonte da paz e da alegria que não termina nunca… Entremos nesta festa que nunca mais terá fim…
3º A oração do Papa. (a ser repetida muitas vezes)
O Papa no meio do texto escreveu esta pequena e bela oração que podemos repetir muitas vezes. «Senhor, deixei-me enganar, de mil maneiras fugi do vosso amor, mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança convosco. Preciso de Vós. Resgatai-me de novo, Senhor; aceitai-me mais uma vez nos vossos braços redentores.»
 
1. Paulo VI, Exort. ap. Gaudete in Domino (9 de Maio de 1975), 22: AAS 67 (1975), 297.
 

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