TRILOGIA DA PAIXÃO

  1. Antes de ir para a Primária, já inventava umas letrinhas. Com o decorrer dos anos, o gosto pela leitura despertou em mim a necessidade dolorosa de pintar os papéis. A prosa poética e a poesia são expressões artísticas pelas quais nutro um carinho muito especial. A metáfora fascina-me. Tenho pena de não ter lido muito mais quando devia. Encaro o facto com naturalidade, porque eram tempos humanamente e socialmente alvorotados. A leitura é o alicerce e o sustentáculo da criação literária.

A novidade simples e plena atrai-me. A intemporalidade faz-me pensar, mas tenho capacidade para a ultrapassar. A natural percepção rápida permite-me visionar, ouvir e tocar o belo, a melodia e o papel reciclado.
 

  1. O sumo das raízes só se pode beber na alma do povo. Os usos, os costumes e as tradições têm de ser o fermento para que o pão do progresso não crie bolor. A cultura popular, quando borbulha de autenticidade é o melhor manjar para resolver de vez o desenquadrado problema da actual alimentação artificial e congelada. Há várias aldeias transmontanas que, aproveitando os valores, a alma das suas gentes, conseguiram modernizar-se, criando riqueza, a poder de muito engenho e arte.

A única receita consiste em pesquisar o que de melhor existe e depois trabalhar a sério nesses(s) domínios(s), sem descurar a alma, a semente e a união das Associações e Cooperativas entretanto criadas.
 

  1. A publicidade, nomeadamente a poética, é uma forma de arte onde a criatividade marca posição de realce. A publicidade que mais resulta é precisamente aquela que nos obriga a pensar. A função do criativo é descobrir e explorar o que é óbvio. Vai, por isso, precisar de mesclar números com letras, sinais com imagens, tradição com modernismo, esforço com passividade, amor e paixão com ódio, alegria e júbilo com tristeza, personalização com massificação e por aí fora.

 
É na ESFERA desta trilogia que tento criar.