Editorial

António Gonçalves Rodrigues // Qui, 2016-06-30 18:33

Um Presidente todo-o-terreno interessado em todo o país

Texto

A cada jogo da Seleção Nacional de futebol no Campeonato da Europa, mais vozes se ouvem clamando pela presença do jovem Renato Sanches na equipa.
“Traz a intensidade que falta ao jogo coletivo português”, diz-se à voz corrente.
Vendo na televisão, o desencanto de alguns, a má forma física de outros não se esconde. Ao vivo, no estádio, salta à vista que intensidade é um eufemismo para aquilo que falta ao jogo português. Defeitos que Renato Sanches não só mascara como combate.
Marcelo Rebelo de Sousa é assim. Uma força da natureza, que veio trazer intensidade ao coletivismo nacional, não no futebol mas ao cidadão comum, sobretudo, na crença das nossas capacidades e no otimismo quanto ao futuro.
Um Presidente com uma aura de unanimismo como há muito não se via na Presidência da República.
Cavalgando essa onda de aceitação e otimismo, o Presidente da República regressa na próxima semana ao Nordeste Transmontano, onde havia estado pela última vez pouco depois de anunciar a sua candidatura presidencial.
Numa altura em que se fala como nunca do orgulho das gentes transmontanas, o Presidente da República vem enaltecer as potencialidades de uma região que se afirma cada vez mais.
Numa entrevista exclusiva ao Mensageiro de Bragança, com quem o Professor Marcelo colaborou antes de assumir a função de Chefe de Estado, o agora Presidente de todos nós aponta alguns caminhos para que a afirmação da região seja plena no contexto nacional, político e económico.
Assim ao jeito de um Renato Sanches a indicar o caminho do triunfo de Portugal sobre a Croácia...

Há pouco mais de um mês, em pleno Rali de Portugal, o Presidente da República mostrava à imprensa estrangeira a sua faceta de verdadeiro todo o terreno, acenando à direita e à esquerda, sempre em passo acelerado, cumprimento quem se chegava, sempre de sorriso no rosto. Pilotos e membros das equipas entreolhavam-se entre o incrédulo e o divertivo.
“É louco”, dizia uma repórter norueguesa, sem ponta de ofensa, não conseguindo acreditar que era um estadista que fazia correr repórteres de imagem e fotógrafos oficiais, de fato e gravata, à sua frente, tal a rapidez da passada. Louco? Não. É Marcelo, o nosso Presidente.