Mirandela // Região Autónoma de Trás-os-Montes Por: / Secção: Actual / 20-03-2009 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
O Movimento Alternativo do Nordeste (MAN) vai lutar pela criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro com autonomia igual à da Região autónoma da MadeiraO Movimento Alternativo do Nordeste (MAN) comemorou o seu primeiro ano de existência, no passado sábado. Uma data especial assinalada com a abertura oficial da sede deste movimento (Mirandela) e que pretende ser um espaço para associados e população em geral para “discutir e abraçar algumas causas”, revela Fernando Bebiano, presidente da direcção do MAN. As novas instalações também vêm trazer “maior visibilidade” ao movimento cívico que foi criado para “desenvolver acções de aperfeiçoamento das condições de exercício de cidadania e contribuir activamente para a eficácia e representatividade das instituições democráticas”, sublinha o líder do MAN que conta com cerca de meia centena de associados. Fernando Bebiano recorda que, neste primeiro ano de vida, o MAN já teve várias intervenções públicas sobre temas que dizem respeito à região. Criticou “o silêncio” dos deputados eleitos pelos distritos de Bragança e Vila Real na questão da linha ferroviária do Tua. A direcção estranha que o encerramento da linha, por tempo indeterminado, no seguimento do acidente do passado dia 22 de Agosto, que causou um morto e mais de 40 feridos, não tenha, pelo menos, levado os deputados eleitos pela região “a questionar o Governo sobre esta situação, visto estar a privar os utilizadores habituais da linha daquele transporte”, refere. Ainda sobre a linha, este movimento cívico continua a acreditar que “é segura”, situação comprovada pelo relatório preliminar sobre o acidente do passado dia 22 de Agosto. No entanto, aquele dirigente desconfia que este encerramento por tempo indeterminado e o não anúncio público da alternativa ao troço, que ficará submerso pela eventual construção da barragem, “pode ser um mau pronuncio” para a linha secular. Caso venha a ser provado que a linha não é segura, “é preciso equacionar uma alternativa, que poderá passar pela construção de um troço ferroviário de via larga do Pocinho, passando pelo Cachão, Mirandela, Macedo, Bragança com ligação à rede ferroviária espanhola de Sanábria”, acrescenta o líder do MAN. Outra das causas que este movimento abraçou foi a da taxa dos contadores da água. Para tal organizou uma petição, com 1190 assinaturas, que já enviou ao Provedor de Justiça, onde denuncia que a taxa de disponibilidade de caudal cobrada aos munícipes é “uma forma camuflada de cobrança ilegal, com o recurso à esperteza saloia para obter receitas ilícitas, pela utilização dos contadores da água”, refere a petição que está em fase de análise pelo Provedor, diz Fernando Bebiano. Este ano, o MAN tem outra “batalha” pela frente que promete defender “com unhas e dentes”, garante o dirigente. Vai lutar pela criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro com autonomia "igual" à da Região Autónoma da Madeira e até defende a criação de uma zona franca na Região. Esta causa “merece” a acção pública do MAN, avança Fernando Bebiano, alegando que “o Sol nasce igual para todos os cidadãos”. Por isso, “não vamos permitir a existência de portugueses de primeira e portugueses de segunda”, conclui. Como outras acções futuras, o movimento pretende percorrer as freguesias do Nordeste Transmontano, dando a conhecer às populações os objectivos que fomentaram a criação deste movimento cívico. O MAN tem um blog na Internet para mais informações sobre a sua actividade: www.mannnordeste.blogspot.com.

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1 Comentário
Quando li este artigo, lembrei com muuita saudade o FRELITRA, a Frante de Libertação de Trás-os-Montes, movimento nascido do sonho e do voluntarismo dum punhado de estudantes que pretendiam chamar a atenção para o ostracismo com que os poderes de então sufocavam o interior nordestino.
A falta de apoios e de "credibilidade" dos promoto fizeram com que não vingasse.
De longe de Trás-os-Montes, todo o meu apoio para este novo movimento, esperando que, depois de décadas perdidas confiando que estes Senhores que nos desgovernam fizessem alguma coisa, os transmontanos tomem nas suas mãos os seus destinos, dizendo muiti claramente BASTA.
O primeiro sinal do nosso descontentamento pode e deve ser dado já nas próximas eleições, duma maneira muito clara, com este slogan:
NEM MAIS UM VOTO PARA ESTES SENHORES.
Deixem-nos com a nossa interioridade e as nossas dificuldades que, em poucos anos, saberemos dar a volta por cima, fazendo reverter em proveito das populações a gestão cuidada e racional dos nossos recursos.
Podem crer que, muito rapidamente, a Trás-os-Montes, deixaria de se aplicar o que, com rara lucidez e admirável apropósito, já dizia D. Carlos à mais de um século:
"Somos um país de bananas, governados por um bando de ....".
Que aos fundadores do MAN não desfaleça a vontade e a coragem e as gentes da nossa terra tenham a lucidez suficiente para ver que, de verdade, está do seu lado.