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Grupo chinês investe na castanha do Nordeste Transmontano

AGR em Dom, 19/10/2014 - 19:58

O maior grupo produtor mundial de castanha, o American Lorain, de capitais chineses mas cotado na bolsa de Nova Iorque, vai apostar no Nordeste Transmontano para abastecer sobretudo o mercado francês, mas também o alemão e o holandês, já a partir da campanha deste ano.
O grupo adquiriu, recentemente, uma participação maioritária (51 por cento) da luso-francesa Conserverie Minerve, que já detinha uma unidade de produção em Vinhais, a Cacovin, que será agora recuperada depois de encerrada há dois anos, altura em que foi vendida pela autarquia.
“Até hoje, a Minerve adquiria castanha portuguesa mas através de outros concorrentes locais. Na altura, quando se pensou em adquirir uma unidade aqui foi para servir, numa primeira fase, os interesses e as necessidades da Minerve e, numa segunda fase, para tentarmos colocar o produto de Vinhais no território português e noutros países como Espanha, Alemanha, Holanda, e no mercado do fresco, a França, através do mercado de Paris”, explicou ao Mensageiro Filipe Pessanha, representante do acionista português, o Grupo Branco.
A unidade está a ultimar os preparativos para retomar a laboração nos próximos dias, a tempo da nova época de apanha de castanha, que começa agora a estar disponível nos soutos.
De acordo com Filipe Pessanha, serão criados, numa primeira fase, 14 postos de trabalho, mas o objetivo é fazer “um investimento interessante para a região” de forma a que não seja apenas um trabalho sazonal. “Quem tem uma unidade destas não pode ter o investimento parado nos restantes seis meses do ano. Estamos à procura de alternativas, que provavelmente passarão pelo aproveitamento de produtos locais, como os frutos vermelhos”, acrescentou.
 
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