Nordeste Transmontano

Professores de Bragança manifestaram-se contra as perdas de vagas para a mobilidade por doença

Publicado por António G. Rodrigues em Seg, 2015-08-31 16:39

Um grupo de mais de 50 professores manifestou-se esta segunda-feira de manhã, em Bragança, contra a alegada perda de vagas em virtude do grande número de pedidos de mobilidade por doença na região (mais de 360) que este ano foram deferidos mais cedo pelo Ministério da Educação.
Segundo reclamaram os manifestantes, esta situação, denunciada pelo Mensageiro em julho (que pode ler aqui), retirou cerca de 70 vagas no distrito comparativamente ao concurso de há dois anos (109 vagas contra as 39 que este ano foram a concurso)
Recorde-se que este ano foram deferidos mais de 360 pedidos de destacamento por condições específicas no distrito de Bragança, 121 deles num único agrupamento, o Emídio Garcia. Foi precisamente à porta desse agrupamento que os professores se juntaram, para chamar a atenção para este problema.
De acordo com as listas de colocação divulgadas na sexta-feira, vários professores do distrito de Bragança, com cerca de 30 anos de serviço, viram-se, pela primeira vez, colocados a centenas de quilómetros ou nem conseguiram mesmo colocação. “Não fui colocada. Tenho 48 anos e 27 de serviço e este ano não fui colocada”, desabafava Jacinta Eugénio, de Macedo de Cavaleiros. “Sempre trabalhei e fiquei no distrito. Agora vemo-nos confrontados com esta situação. Há colegas que vão para muito longe, Cinfães, Lamego, e eu nem fui colocada. Tenho de aguardar. O meu lugar provavelmente ficou para um colega que pediu destacamento”, queixava-se.
 “Nos últimos dois anos estava em Moncorvo e neste momento não tenho colocação. O meu receio é de não vir a ter colocação”, dizia, por outro lado, Julieta Ferreira, considerando que “não é justo que pessoas que andam há tantos anos sejam colocados desta forma”. “As leis deveriam ser iguais para todos e isso não está a acontecer”, sublinhou ainda.
Também Eliza Guimarães não escondia a sua indignação. Pela primeira vez em 28 anos de serviço não tem vaga. “Com esta situação acabei por não ficar colocada. O meu receio é não haver mais vagas e eu ir para a mobilidade. É uma situação injusta”, refere.
 
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