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Reciclagem está a aumentar no distrito de Bragança

Marta Pereira em Qua, 06/12/2017 - 16:04

A recolha de lixo proveniente da reciclagem está a aumentar no distrito de Bragança.
Segundo os dados da Resíduos do Nordeste, nos últimos anos (de 2004 até 2016) a recolha seletiva global no distrito registou um aumento, particularmente no ano passado, nos 616 ecopontos instalados na região.
Em 2004 os valores totais eram de 2054 toneladas verificando-se um aumento para 3916 em 2010, ano que apresentou valores mais altos de recolha seletiva nos últimos dez anos.

De 2010 para 2014 houve uma diminuição, sendo que o total de recolha seletiva em 2014 era de 2610 toneladas, apresentando-se assim com o valor mais baixo dos últimos dez anos.  
Em 2015 a tendência inverteu-se e voltou a aumentar até 2016 para 3039 toneladas.  

Verifica-se que em todos os anos o papel e o cartão são os materiais que mais se destacam na recolha seletiva do distrito, apresentando sempre um valor significativamente superior aos outros resíduos.   
A partir de 2006 verificou-se um aumento da sua quantidade até 2010, ano em que atingiu o pico com 1326 toneladas. Posteriormente confirmou-se uma diminuição considerável, sendo que em 2016 a quantidade era apenas de 963 toneladas.
O vidro é o segundo material mais depositado e a quantidade ao longo dos anos manteve-se linear.

Em 2006 o valor rondava as 703 toneladas, tendo sofrido um ligeiro aumento até 2010, altura em que alcançou as 965 toneladas. Tal como o papel e o cartão, depois desse ano sofreu uma diminuição com diversas oscilações, chegando a 2016 com o valor mais baixo dos últimos dez anos, com 699 toneladas.

Inversamente aos outros dois, a quantidade de plástico aumentou no último ano, registando um total de 612 toneladas em 2016,  mais de metade do verificado há dez anos, em que se recolhiam 290 toneladas.

Durante esse período, a recolha de lixo reciclado sofreu diversas oscilações.  Foi registado um aumento até 2011, ano em que apresentou o valor máximo de 743,52, sofrendo mais tarde uma ligeira diminuição até 2014, com 460 toneladas. Este valor de voltou depois a aumentar até 2016.

Quanto à recolha indiferenciada,  no último ano analisado (2016), observou-se uma diminuição de cerca de 0,8%, correspondente a 412 toneladas.