De quando em vez……

Com a inauguração do Túnel do Marão no passado dia 7 de Maio a A4 que liga o Porto a Vila Real: Bragança iniciou-se um novo ciclo de serem ultrapassadas todas as dificuldades de acessibilidades e das distâncias que, separaram os grandes centros do litoral do interior deste Portugal, cada vez mais desertificado.
Só, quem não conhece as aldeias de Trás-Os-Montes é que não acredita que dentro de poucos anos a “Nossa Região” fica vazia, pois não há maneira de separar a emigração (agora qualificada) porque, não há medidas que consigam fixar os jovens pelas nossas bandas.
Ainda, e dentro deste contexto, vê-se muita gente no desenvolvimento da Região do Douro, mas o comboio só vai até ao Pocinho.
Do lado Espanhol já chega à Fronteira, porque não há carris que lhe deem seguimento em Barca de Alva.
A juntar a tudo isto, aparece com a maior acuidade a problemática de outras acessibilidades à nossa região, ou seja, através do meio aéreo, que já funciona diariamente procedente de Tires-Cascais, passando por Viseu e com terminus em Bragança. Sucede porém que o desenvolvimento de Trás-os-Montes só pode ser real se for conseguido um aeroporto regional, o qual poderia numa primeira fase ser o actual aeródromo de Bragança. Possui uma pista com 1.700 metros de comprimento e 40 metros de largura sem obstáculos à sua volta, muito bem situada, com o interface aeroportuário fronteiriço, que, com alguns pequenos ajustes, agora nesta época de verão e até Outubro poderia muito bem receber aeronaves até 100 lugares em perfeita segurança.
Mais: a título de recordação, o turismo do Algarve só apareceu com a abertura do “Aeroporto de Faro” e o “Aeroporto Sá Carneiro” da cidade do Porto está cada vez a ser mais solicitado pelas companhias de aviação de todo o mundo.
Está quase a atingir a saturação. A Qualidade dos seus serviços colocam-no no topo dos melhores aeroportos europeus. No entanto, a cidade do Porto é prodiga em nevoeiro de Verão e Inverno, e ainda não há nenhuma ajuda à navegação aérea que traga uma aeronave em linha de descida com um nevoeiro cerrado até ao chão. Deste modo acontece muitas vezes que as aeronaves com destino ao “Sá Carneiro” tem de seguir não para este aeroporto, mas sim, para os alternantes Lisboa, Faro ou Madrid. Com todos os inconvenientes daí resultantes. E porque não Bragança.
Iremos numa próxima oportunidade dissecar toda a problemática acima referida