É chegada a hora!

Com a chegada do mês de Agosto regressam, também, muitos dos nossos que, depois de longa ausência, retornam ao lugar que tanto lhes diz. Agosto é sinónimo de encontro, de festa, de celebração, de vida. Por isso, as inúmeras romarias e festas que, um pouco por toda a nossa Diocese vão ocorrendo, deve-nos instigar a questionar o porquê dessas festas. Todas elas (ou quase todas) estão intimamente ligadas à devoção e espiritualidade do nosso povo. Por conseguinte, os santos e santas vão sendo as “cabeças de cartaz”, mas que, julgo eu, são apenas e só isso, um “pro forma” que oculta outros pretextos (ou, talvez, outras agendas). Esta constatação deve suscitar em nós a seguintes questões: o que está na génese da celebração litúrgica e religiosa das festividades de Verão? Em muitas circunstâncias os santos parecem ter-se tornado uns “fazedores de dinheiro”, de fins pouco ou nada cristãos (ou até discutíveis!). Mais, o que levou os baptizados, os católicos, a tornarem-se indiferentes, condescendentes, com este ataque moral à pureza e à dignidade da devoção cristã, à genuinidade da fé e ao Sagrado Coração de Nosso Senhor? Onde estão aqueles que defendem Deus, a verdade e a integridade da Fé? Façamos a pergunta a nós próprios: como se sentirá Deus, quanto Ele não terá e tem chorado pela nossa inactividade, pelo nosso desleixo, pela nossa indiferença na defesa da Fé, na defesa d’Ele e do Seu infinito amor por nós?
Caríssimos, é chegado o tempo de reflectir seriamente sobre isto! É tempo de dizer basta! Não tenhamos medo, vergonha ou receio de falar de Deus, da Sua ternura e de quanto Ele está e fica triste pelos nossos comportamentos desviantes, dos caminhos que nos afastam da misericórdia de Deus. É hora de nos unirmos numa só voz! Sejamos verdadeiramente católicos! Não nos deixemos acomodar, mas tenhamos uma voz forte, incisiva e assertiva na defesa da Fé, da Santa Igreja, do Deus revelado, total e plenamente, em Jesus Cristo. Com muito respeito, urbanidade e cordialidade, somos hoje chamados a ter uma voz activa, a uma atitude dinâmica e cívica na promoção e defesa da Verdade e do Bem. Em jeito de epitáfio, Gandhi incentiva-nos, a todos e a cada um de nós, que «temos de nos tornar na mudança que queremos ver». Sejamos, portanto, os actores principais desta tão desejada mudança na sempre e eterna comunhão com a Santa Igreja!