ESTE PAÍS EM QUE VIVEMOS

O Caso do Navio Atlântida – Açores –
 
Este Portugal está uma autêntica barafunda e já ninguém acredita em ninguém. Porquê?
 
A classe politica portuguesa conseguiu ao longo destes anos pós-25 Abril, criar um nível de descrédito, que se refletiu na percentagem de abstenção, indicador fundamental dos já passadas “Eleições Europeias”.
 
Assim, todo este intróito tem a ver com um artigo publicado no “Noticias do Douro”, assinado pelo senhor general, piloto-aviador Vizela Cardoso, sobre o famoso “ferry Atlântida” o qual foi construído nos estaleiros de “Viana do Castelo”. Este navio destinava-se a fazer a interligação das 9 ilhas dos Açores, e que o governo insular rejeitou, porque, em vez de dar 20 Km de velocidade só dava 18 Km.
 
Assim, no essencial escreve o general Vizela Cardoso que foi projetado um “Navio ferry” para transportar 12 carros ligeiros, dois camiões e 80 passageiros…
 
Mais: no decurso deste processo o governo Regional da ocasião liderado por Carlos César, mandou introduzir algumas alterações (estilo camarotes de luxo, que quem já fez cruzeiros ficou de boca aberta) e, isso, criou mais peso em relação ao projeto inicial, que, afundou o casco do navio mais uns centímetros, retirando obviamente velocidade!!!
 
Este famoso navio está no Alfeite e, a sua manutenção (para que não apodreça) custa ao erário público 400000 euros/mês.
 
Entretanto, todos os anos pelo Verão o Governo Regional aluga 2 navios a uma empresa grega: Santorini e Helenic Wings, nos quais já viajamos pelas ilhas dos Açores, sempre que vamos à Terceira, o que acontece normalmente em Agosto/Setembro.
 
Neste contexto, o navio Santorini, pese embora todas as boas vontades só regista velocidade máxima de 14 Km, não 20 Km, o seu aluguer bem como o Helenic, cifra-se em alguns milhões de euros por ano.
 
Custa a acreditar mas é verdade!!
 
O artigo acima referido do senhor general piloto-aviador Vizela Cardoso, reflete o nível da sua personalidade, a qual é seu timbre militar.
 
Bem-haja e que mantenha sempre esta sua permanente preocupação pelo País a que todos pertencemos.