O saber não ocupa lugar!...

Não viemos ao mundo para ficar parados, muito menos para que tudo, ou algo que pretendemos, nos venha a parar à mão, de mão beijada, sem nos esforçarmos minimamente para que isso aconteça. Devemos ser ativos e participativos, empreendedores e cooperativos.
Cada um de nós deve empenhar-se na aquisição de uma cultura do conhecimento e na prática de atitudes responsáveis que garantam perfeita sintonia entre o que fazemos, os inerentes objetivos e o espaço onde nos movimentamos.
Refletir sobre tudo isso e mostrar disponibilidade para a formação, com valor acrescentado, deve ser uma constante na promoção de uma consciência construtiva, individual e coletiva. Por vezes até parece que conhecemos tudo e sabemos de tudo, o que leva a não aproveitarmos oportunidades para ouvirmos a opinião dos outros e o saber sustentado, nomeadamente quando cientificamente tratado, fomentador do desenvolvimento integrado. Enfim, desprezamos oportunidades que nos são propostas, que exigiram o esforço pessoal de outros e até financeiro de todos. Subestimamos o conhecimento de quem sabe da “poda” e o valor de uma pausa que melhora e não incomoda.
Percebo que situações destas acontecem muitas vezes. O que é pena. Não deveriam acontecer, pois muito investimento e muita transmissão de conhecimento acabam por se perder. Mas que, desta feita, quero referir, objectivamente, aqui e agora, é a fraca adesão registada, no contexto do Festival do Butelo e das Casulas, quanto à participação no Seminário sobre Segurança Alimentar de Produtos de Origem, que teve lugar no auditório Paulo Quintela, a meio da tarde do passado dia vinte e três de Janeiro, sábado.
Tratando-se de um tema tão interessante no conteúdo, como atual em tudo, dada a ligação que o assunto tinha com festival, o fumeiro, o circuito comercial e alimentar em geral, seria suposto que o auditório estivesse repleto de participantes (agricultores, empresários, sobretudo ligados à produção de fumeiro e alimentação, etc.) tanto mais porque os oradores, o Diretor Geral da Alimentação e Veterinária e docente do Instituto Politécnico de Bragança (I.P.B.), Álvaro Mendonça, Hélder Quintas, docente do I.P.B., e Paula Bico, Diretora de Serviços de Nutrição e Alimentação, são pessoas altamente credenciadas ao nível académico e cientifico. A forma como assuntos, de relevante interesse, a vários níveis, foram abordados, deu para perceber o quanto é importante ter conhecimentos gerais e específicos nestes domínios, sobretudo numa altura em que tanto se tem falado no fumeiro e da sua importância para a economia regional.
Pena é que o esforço da organização e o investimento da Câmara Municipal, não tenha sido correspondido, principalmente, por parte do setor empresarial, com a inerente adesão, com maior responsabilidade para os expositores presentes no Festival do Butelo e das Casulas, os quais só têm a ganhar com estas realizações.
Aos eventos de promoção e divulgação gastronómica também deve corresponder a vontade e disponibilidade para o conhecimento aumentar, até porque o saber não ocupa lugar.
Como dizia Leonardo da Vinci, "Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende",  por isso!....