José Mário Leite

Empreendedorismo

Portugal é um país com um enorme déficit de empreendedores.
 
É em tempos de crise (e são várias as que atravessámos recentemente) que o empreendedorismo aparece na boca de vários gurus, responsáveis políticos e alguns ditos empreendedores de que um certo Miguel Gonçalves de Braga foi o exemplo que um outro Miguel, ex-ministro e de Lisboa, nos brindou há algum tempo atrás.

Teoria da Conspiração

Teoricamente a Democracia, de uma forma ou de outra, de início ou após algumas iterações, levaria sempre ao poder os mais competentes, os mais honestos, os mais altruístas, os mais capazes, em suma, os melhores. Nem sempre é assim. Às vezes parece exatamente o contrário. E, contudo, teoricamente nada falta ao sistema democrático para que assim seja. Se não vejamos:

FAM

O Regime de financiamento das autarquias locais consagrado na Constituição da República estabelece no numero 2 do artigo 238 que “O regime das finanças locais será estabelecido por lei e visará a justa repartição dos recursos públicos pelo Estado e pelas autarquias e a necessária correcção de desigualdades entre autarquias do mesmo grau” ou seja, em poucas palavras que sendo o estado português uno, mas com grandes e graves assimetrias, deve prevalecer o princípio da solidariedade territorial e da justa repartição dos recursos públicos.

A propósito do Ébola - Uma janela entreaberta para o futuro

 
Sabemos hoje que a dramática situação da epidemia do Ébola na África Ocidental com os seus perigosos respingos para a Europa e Estados Unidos, poderia ter sido controlada e contida com alguma facilidade se tratado a tempo e de forma adequada. Sabemos hoje. Ninguém o sabia e muito menos o previa, há alguns anos atrás. Se o soubessem...

Transmontano

“Primeiro estranha-se, depois entranha-se” disse Pessoa. Mas nem sempre é assim.

Lousa

A imagem é muito forte e igualmente enternecedora. À regimental pergunta, já muitas vezes feita e outras tantas sem resposta “Se há alguém do público que queira intervir, pode fazê-lo agora. Basta inscrever-se, dizendo-nos o seu nome, morada e o assunto que quer expor”, desta vez, respondeu à chamada uma senhora idosa, ao fundo da sala e com dificuldade de locomoção.

Príncipe (e a dobra das calças)

As eleições para a Federação de Bragança do Partido Socialista foram ganhas, folgadamente, pelo José Mota Andrade. As diferentes visões, opiniões e opções políticas nunca interferiram numa relação amistosa de várias dezenas de anos. Não seria isso, só por si, suficiente para me referir ao evento, nestas páginas que, com regularidade escrevo. As eleições brigantinas do PS tiveram um motivo adicional relevante: a carta que o mandatário deste candidato enviou a todos os militantes nordestinos.

A importância da pergunta

Andei vários anos a ouvir exatamente isto: – Zé Mário, o importante é a pergunta! Para uma pergunta boa haverá, seguramente, uma boa resposta. Com mais ou menos dificuldade, com mais ou menos esforço, com trabalho, empenho e persistência a pergunta certa terá a resposta adequada. Para isso, algumas vezes  será necessário também muita qualidade e algum golpe de asa. Mas, o verdadeiro busílis o que requer génio, capacidade inventiva, olhar crítico, espírito inovador é a pergunta!

Um olival na praia

A canícula empurra-me para a praia de Santo Amaro de Oeiras para me poupar às enormes filas que nesta altura do ano sempre se formam na marginal ou em qualquer outro acesso aos areiais ribeirinhos do Tejo ou do mar. Procuro, na estante, companhia para as horas de refastelamento em cadeira articulada enterrada no areal.