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As Cidades Asilo

Nanmoku, é a cidade mais idosa do Japão. Tem 22 mil habitantes, dos quais 52,7 por cento têm 65 anos ou mais.
Os responsáveis desta cidade da província japonesa de Gunma estão desesperados. Necessitam urgentemente de gente jovem, de renovar a sua população, ou então preparar-se para “desaparecer do mapa”.
Numa derradeira tentativa de inverter esta situação dramática, a cidade oferece desde Dezembro passado, uma casa e 150 000 yenes (cerca de 1300 dólares) a quem tenha entre 20 a 40 anos de idade e se mude para a cidade pelo menos por 3 anos participando num programa de revitalização urbana e social que estão a implementar.
Até ao meio dia da passada segunda-feira ninguém tinha concorrido ao programa.
O desespero é total e a cidade, que sobrevive essencialmente do cultivo de  konnyaku (espécie de batata) e flores, procura urgentemente novas ideias que contribuam para inverter a certeza da morte, já que se estima que por volta de 2040, a cidade, a manter esta tendência, ficará reduzida a pouco mais de 600 habitantes
 
Nanmoku, está encravada no meio de uma região montanhosa. Não tem autoestrada nem comboio. Os seus residentes têm de dirigir-se a uma localidade vizinha para aceder a uma estrada ou ao caminho-de-ferro.
 
Entretanto e após a divulgação desta notícia pelos media internacionais, a cidade recebeu dezenas de contactos e pedidos de informação por parte de cidadãos estrangeiros (a maioria sul-americanos). As autoridades da cidade japonesa, não fecham a porta aos potenciais emigrantes, contudo, ressalvam, “quem quiser aderir ao programa tem de radicar-se no país e conseguir um visto em conformidade”.
 
Também confirmaram que a ideia era atrair residentes vizinhos e japoneses uma vez que a questão da língua é essencial, assim como o é a necessidade de um visto. Ou seja, apesar de não impedirem as inscrições, garantem que não estavam a planear receber estrangeiros.
 
Isto apesar de o programa, denominado Chiiki Okoshi Kyoryu Tai, não ter um só inscrito até 26 de Janeiro acuando da divulgação da informação no diário Yomiuri. Em japonês claro.

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3512