Desporto // Campeonato Distrital de Futebol

Africanos IPB perdem com o Mós mas lançam acusações de racismo

AGR em Sex, 19/01/2018 - 10:52

O Mós continua a sua caminhada de ascenção na tabela classificativa. Depois de um início atribulado, a equipa moncorvense, que este ano se estreia no campeonato distrital, foi a Bragança somar mais três pontos, à custa dos Africanos do IPB, que tiveram uma semana para esquecer, com três derrotas em três jogos disputados.

As duas equipas procuraram jogar um futebol mais apoiado, de pé para pé, mas foram os visitantes a adiantarem-se no marcador logo aos 10’ e por intermédio do camisola 10, Edson. Um brasileiro com bons pés e jeito para maestro. Jogando mais descaído sobre a esquerda, procurou fazer jogar os companheiros.

Mas do outro lado estava também uma equipa forte atleticamente, que procurou mais o lado direito para atacar mas a quem faltou alguma calma em frente à baliza, na hora de rematar para as redes, demonstrando pouca eficácia.
O jogo esteve muito igualado, com muita disputa a meio campo. O golo da tranquilidade acabou por surgir ao cair do pano, quando os Africanos carregavam sobre o adversário. O árbitro Nélson Ramos deixou passar uma falta (mão na bola) de um jogador do Mós. Na sequência da jogada, a bola sobrou para Santiago que, isolado, remateu com força para o fundo das redes.

Nessa altura, o Mós já tinha visto um golo anulado, por falta sobre o guarda-redes André, na pequena-área da equipa da casa.

Até final, Óscar Monteiro ainda foi expulso, por ter inquirido o árbitro sobre os quatro minutos de compensação dados. Por isso, não calou a revolta.

Acusações de racismo

“Estes árbitros são racistas. Em todos os jogos tem sido a mesma coisa. Não admitem que os pretos falem com eles. A continuar assim, não vão ter equipas para apitar. Andam aqui a gozar à custa do nosso dinheiro”, desabafou, queixando-se, ainda, de antijogo. “Na primeira parte, o guarda-redes do Mós caiu umas dez vezes e ele não deu nem um minuto de compensação.”

Já Leandro Pedrosa considerou que foi “um jogo brilhante do Mós” e que o segredo “foi o estudo do adversário”. “Tínhamos visto como defendiam a preparámos a equipa”, explicou.