Mirandela

UCC da Santa Casa da Misericórdia já perdeu 320 mil euros de receitas com a falta de contratualização de camas

Publicado por Fernando Pires em Sex, 2017-12-22 23:19

A Santa Casa da Misericórdia de Mirandela tem um prejuízo mensal a rondar os 8 mil euros, com as 13 camas da Unidade de Cuidados Continuados, que não têm acordos de convenção com a Administração Regional de Saúde, desde que aquela unidade começou a funcionar, em Setembro de 2014.

No entanto, o Provedor, recentemente reeleito, está convicto que este problema está em vias de ficar resolvido, dado que existem indicações de que a ARS Norte vai estabelecer acordos para 10 camas.
 
Contas feitas, desde setembro de 2014, até agora, deixaram de entrar nos cofres da santa casa da misericórdia de Mirandela cerca de 320 mil euros, com a falta de acordos para as 13 camas.
Adérito Gomes assume que "é uma das maiores dores de cabeça" da direção que lidera. O Provedor recorda que a Unidade de Cuidados Continuados, integrada no edifício do hospital privado “Terra Quente, foi equipada com 43 camas na perspetiva de que todas seriam objeto de contratualização, mas a ARS Norte apenas firmou contrato para 30 camas (20 de longa duração e 10 de média).

Para além disso, o acordo de cooperação firmado entre a anterior direção da SCMM e o hospital “Terra Quente”, estabeleceu que a gestão da UCC fosse entregue ao hospital privado a troco de cerca de 67 por cento das receitas geradas pelos protocolos e contribuições dos utentes, ficando a SCMM com os 33 por cento sobrantes.

O Provedor calcula que o prejuízo mensal "ronda os 8 mil euros".

No entanto, este problema pode vir a ser minorado. Adérito Gomes diz ter indicações que, a curto prazo, "a ARS Norte vai contratualizar, pelo menos, 10 camas".
Recorde-se que a UCC teve um custo superior a 3 milhões de euros, comparticipado por fundos comunitários, mas com a santa casa a investir mais de um milhão e duzentos mil euros, tendo necessidade de recorrer a um empréstimo bancário.

Para além do caso das camas da UCC, há ainda uma dívida acumulada superior a quatro milhões de euros e que Adérito Gomes admite ser impeditivo de grandes investimentos nos próximos anos. 
Mesmo assim, o Provedor diz que há duas obras, de baixo custo, que têm de avançar com urgência. "A requalificação do Hospitel e o aumento do número de quartos no Lar de São Pedro Velho".
Apesar das limitações financeiras, Adérito Gomes garante que estas duas intervenções são para avançar de imediato.