A opinião de ...

Bragança perante o novo futuro

O ano de 2025, foi especialmente marcante para Bragança, num exercício de contrastes, desde logo pela vitória de Isabel Ferreira e do Partido Socialista nas eleições autárquicas, mas também por se ficar a saber que alguns projetos estratégicos, materiais, não viram a luz do dia e que poderiam ter marcado uma evolução positiva em diferentes sectores, contribuindo para o desenvolvimento territorial do concelho.
São disso exemplos, a ligação rodoviária Bragança-Puebla de Sanábria, os projetos de regadio de Parada, Calvelhe e Rebordãos, a revisão do Plano Diretor do Aeródromo Municipal, a requalificação das escolas Miguel Torga e Augusto Moreno, a expsnsão do saneamento básico, a resolução de problemas de abastecimento e qualidade da água, a reabilitação do parque da habitação social atualmente existente e a construção de nova habitação a preços acessíveis, a edificação do há muito tempo anunciado Pavilhão Multiusos, etc.
Isto, sem falar de ausência de investimento em ações imateriais, fundamentais, orientadas para resolver problemas como o despovoamento, o envelhecimento demográfico e a necessidade premente de atrair investimento produtivo e indústrias de maior valor acrescentado.
Estes desafios atravessam transversalmente áreas tão sensíveis como a saúde, a economia, a atração e acompanhamento do investimento, e a qualidade global dos serviços públicos.
É neste contexto que Bragança deve encarar 2026 como um ano de forte exigência estratégica para ultrapassar as inércias e a falta de rumo presentes nos seus pontos fracos e transformar os seus pontos fortes em projetos estáveis que possam gerar emprego e coesão territorial.
Com planeamento, investimento e cooperação institucional, Bragança pode transformar o próximo ano num ponto de inflexão para um desenvolvimento mais equilibrado e competitivo.
Entre os projetos já anunciados pela atual Presidente da Câmara, Isabel Ferreira, destacam-se a criação de um cluster de inovação territorial, a modernização de zonas industriais, o apoio ao comércio local e jovens empreendedores, com ênfase no setor agroalimentar e automóvel. Ainda também, a área da Inovação pela transformação de Bragança numa “Food Valley”, criando um Laboratório Ibérico dos Alimentos e promovendo a inovação tecnológica para fixar população.
Contudo, 2026, será efetivamente um ano de oportunidade se algumas outras linhas estratégicas com enorme potencial forem consolidadas como a melhoria das ligações rodoviárias e logísticas, a ampliação do hub tecnológico do Brigantia Ecopark, a criação de condições efetivas para atrair e reter jovens e jovens talentos, o incentivo ao empreendedorismo, garantir proximidade e disponibilidade de serviços públicos de qualidade às freguesias rurias, fazendo tudo, seriamente, para inverter a tendência de despovoamento e promover um desenvolvimento mais equilibrado.
Igualmente decisivo será o investimento estratégico no domínio hídrico, no reforço da conectividade digital e móvel, na promoção nacional e internacional de Bragança e no compromisso firme com a sustentabilidade e a transição energética, não como slogans, mas como instrumentos concretos de competitividade territorial.
Bem sabemos e assim o desejamos que o futuro não se decreta nem se concretiza só pelas vontades, mas que se constrói com planeamento rigoroso, investimento inteligente e cooperação política, social e institucional.

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