F. Costa Andrade

Membro do MPN, CPLGSP e ONE

Socializar, como e o quê?

Bem ao contrário do que muitos acreditam (?), e uns tantos teimam em querer convencer-nos, a grave situação económica e social desencadeada pela pandemia COVID-19, não está resolvida, nem sequer controlada, pelo que, tudo o que se faça para criar a ilusão de que o pior já lá vai, será pago com juros muito altos.


Mário Centeno: A saída pela porta dos fundos

Subitamente, nesta terra que ainda é a nossa, como que por encanto, parece que a vida parou e desapareceram todas as agruras e preocupações que afligiam os nossos dias e nos tiravam o sono , e tudo isto, imagine-se, porque nunca mais se sabia qual o destino que os azares da vida ou as benesses da sorte terão reservado para o Dr. Mário Centeno, o ministro das finanças agora substituído.


Afinal, quem matou a Valentina?

Passaram quase duas semanas sobre o crime hediondo que vitimou a menina de Atouguia da Baleia. Como ninguém atirou a primeira pedra, para que não continuem a ser assassinadas outras Valentinas inocentes, renovo o desafio lançado na semana passada nas páginas deste jornal, esperando de todos e de cada um de nós, as respostas em conformidade com as próprias responsabilidades.


Quem estiver limpo de culpa, que atire a primeira pedra

A primeira metade do corrente mês de maio foi invulgarmente rica de acontecimentos importantes, oriundos um pouco de todos os quadrantes, todos eles dignos duma atenta e cuidada reflecção. Contudo, perante a crueldade inqualificável e o sadismo com que foi morta a Valentina, uma menina de apenas nove anos, (ao que tudo indica, assassinada em casa pelo pai e pela madrasta), tudo o resto passou para segundo plano.


Da Emergência à Calamidade

Como estava mais ou menos previsto, depois de cumpridos três períodos sucessivos de estado de emergência, à semelhança do que se fazia antigamente aos meninos que se portavam bem, como se o COVID-19, por si só, não fosse já calamidade a mais, fomos agora premiados com o rebuçadinho do estado de calamidade.


E tudo o vírus levou, no ruir das ilusões do “País do faz de conta”

É assustador constatar como um simples vírus, que ninguém sabe como é nem donde veio, em meia dúzia de semanas, pôs tanta coisa em causa. Abalou perigosamente os alicerces mais profundos de toda a humanidade e, se não for travado rapidamente, poderá reduzir a cinzas todo o progresso e o desenvolvimento conseguido pelas civilizações que, durante tantos milénios, moldaram a face da terra, e se encontram agora confinados às suas casas, esperando que a ciência lhes devolva a esperança.