José Mário Leite

Ai Catalunha!

Quando o tema é o nacionalismo e o direito histórico de todos os povos à sua autodeterminação fica difícil distinguir, claramente, o que é justo do que é injusto; o que é bom do que é mau; o que é legítimo do que é ilegítimo; o que é legal do que é ilegal.


O Povo e as suas Elites

Do PREC de 1975 conta-se um história, tida como verdadeira. Na primeira viagem diplomática à Suécia, após o 25 de abril, Otelo Saraiva de Carvalho, quando questionado pelo primeiro-ministro sueco, Olof Palme, sobre as grandes diferenças que estariam em curso, em Portugal, no pós-revolução, o capitão de abril ter-lhe-á dito que o caminho para o socialismo, em curso, na pátria lusa iria, garantidamente, acabar com todos os ricos, ao que o social-democrata nórdico terá respondido que a ambição sueca era, pelo contrário, acabar com todos os pobres.


Uma história exemplar

Aconteceu, inesperadamente e sem aviso prévio. Aparece na imprensa, é relatada por gente importante e torna-se tema de conversa uma situação conhecida se não exatamente como esta, pelo menos muito parecida, absolutamente igual na fase embrionária. Que, de qualquer forma, pode muito bem ser absolutamente igual se, por acaso, no futuro for bafejada com sucesso igual ou parecido. Porque, nestas andanças, a distinção entre um teimoso obstinado e casmurro, e um genial visionário é uma linha muito ténue, quase invisível e, efémera, muitas vezes.


Quatro pedras coloridas e uma máquina de escrever

No recente debate entre André Ventura e Vitorino Silva, o candidato de Rans iniciou a sua intervenção, retirando do bolso quatro pedras de diferentes tamanhos e cores, recolhidas pelo próprio numa praia de Peniche. O mar que é, tal como os outros elementos, democrático por natureza, trouxera-os de outras paragens depositando-os no mesmo lugar onde, há décadas, por causa da democracia, vários presos políticos tinham levado a cabo uma arrojada e corajosa fuga da prisão. A título de graça, um amigo meu terá dito que levou as pedras mas esqueceu a fisga. Não creio.


A Zona Empresarial

pesar de haver quem, à viva força, queira fazer crer o contrário, não me movo por nenhuma cruzada contra nada, nem contra ninguém. Muito menos sou motivado por quaisquer razões pessoais ou familiares, muito menos as que, insistente e teimosamente, querem colar-me. Procuro, dentro das minhas capacidades, estar atento ao governo da nação, às ações que afetam a nossa região e à atuação concelhia.


A vacina!

epois de um empenho extraordinário, a nível mundial, aí está a autorização para se iniciar o tão ansiado e desejado período de vacinação para a Covid19. Duas preocupações aparecem, de imediato e legitimamente.
Será segura? Será eficaz?


PALMINHAS (Muito poucas e pequeninas)

Quando tive conhecimento do apoio que a Câmara de Moncorvo anunciou para o comércio local, apressei-me a aplaudir. É verdade que no final deixei um recado menos laudatório mas isso é perfeitamente normal e positivo. Toda a gente sabe que as críticas sérias, verdadeiras e fundamentadas dão um contributo muito grande para a melhoria do exercício do poder, muito superior e mais benéfico do que os aplausos acríticos e instintivos dos lambe-botas e apoiantes, ditos, incondicionais.


O Rabudo e a Chumbeira

O anzol e o tresmalho tinham uma utilização residual. As artes de pesca mais usadas, na ribeira da Vilariça, no tempo em que os peixes abundavam, vindos do Douro e do Sabor subindo pelo vale acima, chegando a ribeiros e até ribeirinhos, eram o rabudo e a chumbeira.


O Facilitador

Os militantes do PSD elegeram Rui Rio convictos de ser o melhor para afastar o Partido Socialista do poder (abrindo espaço para os sociais-democratas), contribuir decisivamente, como o próprio assumiu, para acabar com a esquerdista geringonça ou, no mínimo, liderar inequivocamente a ala direita da política portuguesa.
Tenho Rui Rio por homem sério e bem intencionado. Mas tal não basta para ser escolhido pelos portugueses para substituir António Costa, nem tão pouco para garantir a realização dos almejados propósitos com que se comprometeu


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