José Mário Leite

PARADOXO AGRÁRIO

Durante milénios, a agricultura foi a principal atividade produtiva da humanidade. Para fazer face às necessidades alimentares adicionais, resultantes do crescimento da população foi descobrindo, desmatando e adaptando novos solos para suportar o aumento das culturas. Esta relação, se mais nada fosse feito, conduziria a uma situação em que já não haveria alimento suficiente e a humanidade teria de ser contida por se ter atingido o ponto máximo da sustentabilidade.


Bizarria?! Nem pensar...

Quem tiver o desígnio de ser um bom gestor, se quiser levar o seu intuito a sério e de forma honesta, saberá ou aprenderá a primeira regra da gestão: só se controla aquilo que se conhece. Gerir é controlar. Foi por reconhecer esta verdade quase banal, de tão óbvia, que o legislador, no longínquo ano de 1999, tornou obrigatória a adoção da Contabilidade de Custos mais vulgarmente conhecida Contabilidade Analítica.


Requiem pela Geringonça

Muito se tem falado sobre os possíveis acordos parlamentares (ou governamentais) após as próximas eleições legislativas. Tudo se tem centrado à volta da possibilidade de o PS obter, ou não, a maioria absoluta em outubro próximo. Erradamente, a meu ver. A solução governativa não está cativa de maiorias absolutas, tal como nunca esteve. Foram vários os governos minoritários e a condição de exercício do poder passou, como continua a passar, pela existência ou não de uma maioria que se lhe possa opor.


Os hospitais não são centros de saúde

Aos hospitais acorre quem está doente e, como tal, seria mais acertado chamar-lhe Centros de Doenças e não Centros de Saúde. É para as suas salas de espera que convergem a esmagadora maioria da população quando está enferma, trazendo consigo todo o tipo de moléstias e, com elas, grande variedade e quantidade de agentes patogénicos. É também ali que se aplicam, em maiores doses, nem sempre proporcionais e nas quantidades mínimas exigíveis, os mais diversos antibióticos.


Em Saúde, o tamanho... não é medida

Segundo Kristin-Anne Rutter é um erro grave tentar medir a qualidade dos serviços de saúde pelo tamanho dos hospitais ou sequer pelo número de camas disponíveis. No último século a esperança média de vida, quase duplicou e ainda há, tudo o indica, margem de crescimento. Se à longevidade se somarem os recentes e constantes avanços científicos, que têm vindo, paulatinamente, a transformar doenças agudas e fatais, em doenças crónicas e tratáveis, facilmente se percebe o porquê do grande acréscimo contínuo nas despesas de saúde.